RN ultrapassa produção de 2 gigawatts de energia eólica e se destaca no setor

20 de abril de 2015
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O Estado do Rio Grande do Norte superou, sozinho, a barreira dos 2GW de energia eólica produzida. Para se ter uma ideia do que isso representa, o valor equivale a soma da produção de energia em todos os países da América do Sul, além da produção de países como Grécia,Bélgica e Noruega. Os dados foram levantados pelo Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e divulgado na semana passada. O feito se deu com a entrada em operação comercial de 18 unidades geradoras, somando 29.160 MW do parque eólico Morro dos Ventos II, de propriedade da empresa CPFL Renováveis S/A, instalados no município de João Câmara, região do Mato Grande.

Segundo informações do Cerne, o valor de 2,02 GW produzidos no RN supera vários países europeus como Grécia, Bélgica e Noruega, se equiparando aproximadamente a Irlanda e Áustria. Sozinho, o RN supera também o montante de potência instalada de todos os países da América do Sul juntos, com exceção do Brasil.  Atualmente, a capacidade eólica nacional instalada é de  5.841 MW, de acordo com dados da Aneel.

Foto:sustentabilidade.allianz.com.br

Foto:sustentabilidade.allianz.com.br

Para o presidente do CERNE e do Sindicato das Empresas do Setor Energético do RN (SEERN), Jean-Paul Prates,  a quebra desse recorde é resultado do longo trabalho que vem sendo feito há quase uma década e que comprova o imenso potencial do Estado. “Quando aceitei o desafio de desenvolver a energia eólica para o RN, sabia que havia uma riqueza gigantesca a ser explorada. Foi um trabalho em várias frentes, envolvendo várias pessoas. O resultado é esse: em menos de um ano quebramos dois recordes: o do primeiro gigawatt e agora o segundo. Agora mesmo, o RN volta a  aparecer em primeiro lugar em projetos habilitados para o leilão de 27 de abril. Esse é um processo sem volta. Havendo contínuo apoio governamental, estou certo que o destino do RN é manter-se na liderança nacional em energia eólica por muitos anos”, afirmou Prates.

“O Rio Grande do Norte é o primeiro estado a ultrapassar a barreira dos 2GW eólicos, o que nos coloca em uma posição ímpar. Além disso, temos  a maior matriz eólica estadual do Brasil”, diz o diretor de energia eólica do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Milton Pinto, reforçando  que atualmente 80% da energia consumida no Estado vem de fontes eólicas.

 

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