Coluna do Barbosa

Carlos Alberto Barbosa é jornalista, natural de Natal (RN), formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) desde 1984. É ainda autor do blogdobarbosa e assina uma coluna no portal Nominuto.com​

A República das Bananas sob o `comando do PMDB´

26 de maio de 2016

República das bananas é um termo pejorativo  para um país, politicamente instável, submisso a um país rico e frequentemente com um governo corrompido. Pois é isto mesmo que estamos vivenciando no Brasil sob o “comando” agora do PMDB. O que vemos é que dia sim outro sim as denúncias contra peemedebistas governistas brotam em noticiários nacional e internacional.

Consumada a demissão de Romero Jucá (PMDB-RR) do governo após a divulgação de gravações a mostrá-lo em aparente conspiração contra a Operação Lava Jato, o presidente interino Michel Temer reuniu no Palácio do Jaburu alguns aliados para tratar do assunto.

Segundo o site da revista Época, entre os aliados, outro investigado, o ministro do Turismo, Henrique Alves (PMDB-RN). Temer quis saber se não era melhor ele deixar o cargo antes de virar alvo de um bombardeio político e midiático. Alves deu de ombros. Seria “irrelevante” o que existe contra ele.

Não é a opinião do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, responsável por investigar perante o STF (Supremo Tribunal Federal) políticos detentores de foro privilegiado. Para Janot, há “indícios bastante seguros” da participação de Alves na corrupção descoberta pela Lava Jato.

A expressão foi usada por Janot em um pedido enviado no início de maio ao STF, no qual ele requer a ampliação da lista de investigados daquele que, pela quantidade de políticos incluídos, é o maior inquérito da Lava Jato, o 3.989, aberto em março de 2015. O ministro do Turismo é um dos citados entre aqueles contra os quais existem “indícios bastante seguros”.

Fato é que PMDB, PSDB e DEM conspiraram contra a presidenta Dilma para afastá-la do poder e dar cabo à Lava Jato. Isto está bem claro agora. Além de gravar conversas, o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, detalhou, em delação premiada, esquema de arrecadação de dinheiro de origem ilegal para políticos aliados, entre eles, Sarney, Jucá e Renan. Machado resolveu fazer a delação premiada no início do ano, quando descobriu que um executivo de empreiteira entregou uma conta utilizada pelo peemedebista para movimentar dinheiro ilegal.

Até o cacique maior do PMDB, o ex-presidente José Sarney, hoje sem mandato, não escapou de ter a cabeça a prêmio.

Nas conversas de Sérgio Machado com José Sarney até a Justiça é colocada em xeque.

Verdade é que houve sim conspiração para que o golpe contra Dilma se sucedesse. Isto ninguém mais tem dúvida. Seria de bom senso que o Supremo agora anulasse a sessão da Câmara que aprovou o processo contra a presidenta.

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