Author Archives: Carlos Barbosa

About Carlos Barbosa

Carlos Alberto Barbosa é jornalista, natural de Natal (RN), formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) desde 1984. É ainda autor do blogdobarbosa e assina uma coluna no portal Nominuto.com​

Por que Aécio não é preso? E como Temer articula a pizza no Congresso

O ex-senador Delcídio Amaral foi preso em flagrante na manhã do dia 25 de novembro de 2015. Deputados e senadores, desde a expedição do diploma, “não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável” (CF, art. 53, § 2º). O flagrante foi justificado pelo ministro do STF Teori Zavascki (morto em acidente de avião em janeiro deste ano) por se tratar de crime permanente. Qual crime? Fazer parte (integrar) de crime organizado (da Petrobras – Lei 12.850/13, art. ). O crime permanente (que dura no tempo) realmente permite a prisão em flagrante em qualquer momento (CPP, arts. 302 e 303).

Resta perguntar: mas se trata de crime inafiançável? O crime organizado, em si, é afiançável. Mas “quando presentes os motivos que autorizam a decretação da prisão preventiva”, o crime se torna inafiançável (CPP, art. 324, IV). Note-se: a lei fala em “motivos” (não em pessoas que podem ser presos preventivamente).

O senador entrou nesta situação de inafiançabilidade porque tentou obstruir a investigação de um crime. Ofereceu dinheiro para Cerveró não fazer delação premiada (contra ele) e esquadrinhou uma rota de fuga do país (para o próprio Cerveró). Tentou prejudicar a colheita de provas. Tudo foi gravado pelo filho do ex-diretor da Petrobras (e entregue para o Procurador Geral da República, que pediu a “preventiva” do senador).

No dia 18 de maio último a Procuradoria Geral da República (PGR) pediu a prisão do senador Aécio Neves (PSDB-MG). O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, decidiu afastar o tucano do mandato. Detalhe: o tucano é o campeão na lista de investigação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Outra: a irmã de Aécio, Andréia Neves, já foi em cana. Ela era o seu braço direito. Ele não!

No início deste mês a Procuradoria-Geral da República reforçou o pedido de prisão do senador afastado Aécio Neves. O senador, segundo Janot, tem adotado “constante e reiteradamente, estratégias de obstrução de investigações da Operação Lava Jato, seja por meio de alterações legislativas para anistiar ilícitos ou restringir apurações, seja mediante interferência indevida nos trabalhos da Polícia Federal, seja através da criação de obstáculos a acordos de colaboração premiada relacionados ao caso”.

Por si só os argumentos apresentados por Janot para a prisão preventiva do senador Aécio Neves já deveriam ter levado o tucano para atrás das grades. Mas a chicana política e eu diria até judiciária não permitiram até agora que o neto de Tancredo Neves, que maculou o sobrenome do avô, não fosse para o chilindró. Além do corporativismo dos colegas senadores que não cassam o seu mandato. Por muito menos Delcídio Amaral foi preso. Motivo: na época ele era filiado ao PT, essa a explicação mais plausível.

Agora, o golpista Temer temendo ser impedido de presidir o país, se articula com a tucanada para preservar o mandato de Aécio Neves em troca de uma eventual pizza no Congresso Nacional, caso o procurador-geral da República o denuncie ao Supremo também por envolvimento na Lava Jato.

Janot afirma que o presidente Michel Temer e o senador afastado Aécio Neves agiram “em articulação” para impedir o avanço da Lava Jato. A afirmação consta da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Edson Fachin que determinou a abertura de inquérito para investigar Temer, Aécio e o deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) por corrupção passiva, obstrução à Justiça e organização criminosa.

O inquérito está relacionado ao acordo de delação de executivos do frigorífico JBS.

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Crimes imputados à Lula são de difícil prova, mas o powerpoint pode `prová-los´

No dia 11 de maio último publiquei Editorial sob o título que dizia: Lula, se for condenado será pela “literatura jurídica”. E para justificar o título usei a célebre frase proferida pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, quando do julgamento do ex-ministro José Dirceu no Mensalão, “não tenho prova cabal contra Dirceu – mas vou condená-lo porque a literatura jurídica me permite”. E completei afirmando que cabe como uma luva ao juiz federal Sérgio Moro, se condenar Lula por envolvimento na Lava Jato. Lembro que ao depor ao magistrado o ex-presidente foi claro e objetivo quanto a possuir ou não o triplex do Guarujá. Negou veementemente que possuía o apartamento.

Eis que neste sábado (3) o Jornal Nacional noticia que o Ministério Público Federal pede a condenação de Lula no caso do triplex do Guarujá. De acordo com os procuradores da Lava Jato  o ex-presidente Lula cometeu os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, ao receber R$ 3,7 milhões em propina da construtora OAS, por meio da reserva do apartamento tríplex no Guarujá e pelo custeio do transporte e armazenamento de bens do acervo do ex-presidente.

Ressalte-se que os procuradores são aqueles mesmos que apresentaram um powerpoint numa coletiva de imprensa, que mais parecia um picadeiro de circo para tentar, sob ilações, incriminar Lula de qualquer maneira na Lava Jato, embora que sem provas.

O pedido de prisão para Lula feito agora pelos Srs procuradores do MPF se configura no que eu disse, ou seja, se Lula for condenado será pela “literatura jurídica”. Senão vejamos o que dizem os Srs procuradores nas alegações finais alardeada aos quatro cantos pelo Jornal Nacional:

– Como provado no presente caso, sendo o triplex no Guarujá destinado a Lula pela OAS, esconder que Lula é o proprietário do imóvel, configura o crime. Dizer que não existe escritura assinada pelo réu Lula é confirmar que ele praticou crime de lavagem de dinheiro.

Cabe uma pergunta aí: cadê o dinheiro da lavagem, então?

Os procuradores também dizem que os crimes perpetrados pelos investigados são de difícil prova, mas afirmam que isso não é apenas um fruto do acaso, mas sim da profissionalização de suas práticas e de cuidados deliberadamente empregados pelos réus.

Ora,ora,ora, cara pálida. Se os supostos crimes que Lula teria cometido são de difícil prova, como condenar o ex-presidente por aquilo que não se tem prova a não ser por ilações. Dizer da profissionalização de suas práticas e de cuidados deliberadamente empregados pelo réu em questão, também da mesma forma são ilações, que só cabem na “literatura jurídica”, como bem disse a ministra Rosa Weber, citada no início deste texto.

Fato é que não se tem prova cabal contra o ex-presidente Lula na Lava Jato, mas querem condená-lo porque a “literatura jurídica” permite isso. Ou seria para impedir novamente sua candidatura à Presidência da República? Sim porque nas 334 páginas das alegações finais, conforme o Jornal Nacional, o Ministério Público pede que, após a eventual condenação, Lula comece a cumprir a pena em regime fechado e fique impedido de exercer função pública de qualquer natureza, pelo dobro do tempo da pena. Estranho, muito estranho esse último pedido dos procuradores do MPF.

Ah, mais o leitor há de dizer: mas Barbosa, segundo o Jornal Nacional “os procuradores dizem que apresentaram um enorme conjunto de provas documentais, testemunhais e periciais, que incluem dados extraídos dos fins dos sigilos bancários e fiscal dos réus, fotos e mensagens de celular, mensagens de e-mail, registros de ligações telefônicas e de reuniões e contratos apreendidos nas residências dos réus. Além de vários outros elementos de prova”. Mas cadê estas provas, que mais parece aquela canção interpretada pelo saudoso Cauby Peixoto, “Conceição ninguém sabe ninguém viu….”

E nem o Jornal Nacional mostrou. Um detalhe, apenas um detalhe!

Fato é que, por coincidência ou não, no mesmo dia em que a Polícia Federal prendeu o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), ex-assessor especial do presidente Michel Temer, o Jornal Nacional sai com essa notícia sobre Lula. O ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), é também ex-assessor especial do presidente Michel Temer. O mandado de prisão foi assinado na noite desta sexta pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato, a pedido da Procuradoria Geral da República.

Ah, não esqueçamos ainda que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou na última sexta-feira (2) ao Supremo Tribunal Federal (STF) o senador Aécio Neves (PSDB) pelos crimes de corrupção passiva e obstrução da Justiça.

Será que o Supremo aceita? A conferir!

Para finalizar, sugiro ao caro leitor ler um texto meu escrito ao apagar das luzes de 2016. Quem quiser conferir é só clicar aqui

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As chicanas para salvar as peles de Temer e Aécio

Nos últimos dias o noticiário político, que mais parece uma crônica policial, tem sido recheado de informações sobre as chicanas para salvar a pele do presidente golpista Michel Temer (PMDB-SP) e do senador tucano Aécio Neves (PSDB-MG), dois enrolados na lava jato: um quer se ver livre do impeachment e até da sua cassação, pois que o TSE está pra julgar a cassação da chapa Dilma-Temer, e o outro se ver livre do chilindró.

No caso de Temer, alguns fatos chamaram a atenção nos últimos dias. Primeiro a exoneração do deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), do cargo de ministro da Justiça. Na carta de despedida, Serraglio saiu atirando dizendo que o presidente, Michel Temer, sofreu pressões de “trôpegos estrategistas”. Ele foi substituído por Torquato Jardim, que até então ocupava o Ministério da Transparência e que é um crítico ferrenho da lava jato. Concebida para reforçar a defesa do presidente Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a escolha de Torquato Jardim como ministro da Justiça provocou desconforto na Corte.

A repercussão levou o presidente, ministro Gilmar Mendes, a negar um arranjo político para salvar o governo. A menos de uma semana do julgamento que pode cassar a chapa Dilma-Temer, ele reclamou dos comentários sobre eventual pedido de vista benéfico ao Planalto e afirmou que o tribunal “não é joguete de ninguém” nem “instrumento para solução de crise política”.

Agora surge a informação de que pra salvar a pele de Temer no TSE auxiliares e advogados do presidente trabalham para convencer ministros da Corte a não analisar as provas da ação que pede a cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer.

Em outras palavras, defendem que o julgamento não entre no mérito, e, sim, seja resolvido nas preliminares, argumentando que o escopo da investigação da ação foi ampliado com casos da Lava Jato, especificamente, com a inclusão da delação da Odebrecht no processo. Ora,ora, ora: por qual outro motivo, senão a conexão com a Odebrecht, os marqueteiros foram ouvidos?

Sobre o tucano Aécio Neves, a chicana para livrá-lo da cadeia passa também pelo Senado. A Casa aprovou nesta quarta-feira (31) por 69 votos a zero, em segundo turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com o foro privilegiado nos casos em que as autoridades cometerem crimes comuns, entre os quais roubo, lavagem de dinheiro e corrupção. O texto segue para análise na Câmara dos Deputados. Claro, isso para dar uma satisfação à sociedade.

No entanto, caro leitor, para o texto ser aprovado houve um acordo entre os senadores para retirar da PEC o trecho que previa a prisão de parlamentares após condenação em segunda instância – desde novembro, quando o Supremo decidiu sobre o caso, um réu pode ir para a prisão após condenação na segunda instância da Justiça, antes mesmo do esgotamento de todos os recursos.

Com a decisão do Senado, um parlamentar no exercício do mandato só poderá ser preso, conforme estabelece a Constituição, se flagrado praticando algum crime inafiançável. Mesmo nessa hipótese, cabe à Câmara ou ao Senado decidir sobre a manutenção ou não da prisão.

Isso é ou não é para beneficiar o senador Aécio Neves, que está enrascado na lava jato e que a qualquer momento pode(ia) ser preso? Pura chicana política.

A conferir!

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Brasil, um país sem governo e sem Congresso

O Brasil literalmente se tornou um país ingovernável onde um governo golpista está sem moral e sem condições de governar e onde um Congresso, da mesma forma, não tem a mínima ética para, sequer, aprovar uma “Menção Honrosa”. Um governo que passa por cima da Constituição não pode mais permanecer a frente dos destinos da nação, e um Congresso que fere o seu próprio Regimento Interno não merece o voto das urnas.

O presidente Michel Temer, que já tinha a imagem maculada por participar do golpe contra a presidenta Dilma, sendo o seu anfitrião, agora rasga a Carta Magna do país ao convocar as Forças Armadas para “proteger” o Planalto, quando o povo é que deve ser protegido da roubalheira que impera neste Brasil varonil.

A convocação dos militares só pode ser feita após esgotar todas as opções de garantir a segurança pública com as polícias. E convocar as Forças Armadas precisa da anuência do Congresso.Temer sequer poderia ter editado o decreto. Ele feriu a Constituição. O presidente agora não está só cometendo os crimes comuns, mas está traindo a Constituição. Eu recorro  à memória de Ulysses Guimarães, que dizia: “traidor da Constituição é traidor da pátria”.

Já o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, passou por cima do Regimento Interno do Senado ao ter considerado lido o parecer de Ricardo Ferraço (PSDB-ES) sobre a reforma trabalhista, quando a sessão havia sido suspensa pelo presidente da comissão devido ao bate-boca entre governistas e oposição. No relatório, o tucano sugere a aprovação do projeto. A decisão de Jereissatti, confirmada pela secretaria da CAE, foi tomada mesmo sem a efetiva leitura do texto.

Com a decisão do presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, o relatório de Ricardo Ferraço poderá ser votado na próxima na terça (30), isso porque foi concedida a chamada vista coletiva, em que os senadores terão uma semana para analisar o parecer sobre a reforma.

A entrega do parecer de Ferraço, porém, acontece em meio à maior crise política do governo desde que o presidente Michel Temer assumiu.

Na semana passada, ele se tornou alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) após as delações dos donos e executivos da JBS. Ele será investigado pelos crimes de corrupção passiva, obstrução à Justiça e organização criminosa.

O Brasil não merece isso. Cenas lamentáveis estão sendo levadas aos telejornais todos os dias que mais parecem crônicas policiais. Nem a notícia de que uma operação da Polícia Federal desmantelou a quadrilha liderada pelo traficante Beira-Mar de dentro do presídio em Porto Velho merece mais destaque. Isso fica em segundo plano diante da roubalheira política que assolou o país, com uma dinheirama em malas filmada pela própria Polícia Federal. Isso em via pública. Agora não são mais dinheiros em cuecas, são em malas mesmo tamanho é a quantidade de dinheiro.

Precisamos dar um basta nisso, não com vandalismo – apesar de que vandalismo maior é assaltar os cofres públicos sem a menor cerimônia -, mas com civilidade indo as ruas pedir o afastamento do presidente Temer, com eleições diretas já e, quiçá, a renovação deste Congresso podre que precisa urgentemente ser renovado.

A conferir!

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Perdeu Temer, perdeu Aécio. A casa caiu caras pálidas!

Sempre disse aqui neste espaço que o impeachment da presidenta Dilma foi um golpe tramado nos bastidores do poder, sobretudo por caciques do PMDB e do PSDB, para tentar abafar a Lava Jato. A prova maior disso foi que o primeiro inquérito aberto por Edson Fachin relator da Lava Jato no Supremo – ele substituiu Teori Zawaski, morto em acidente de avião no início deste ano -, foi autorizar a abertura de inquérito para investigar os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Romero Jucá (PMDB-RR), o ex-senador José Sarney (PMDB-AP) e o ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado por tentativa de obstrução da Operação Lava Jato.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu aval para investigar os quatro por entender que houve embaraço à investigação de organização criminosa em razão dos fatos revelados na delação premiada de Sérgio Machado, que gravou conversas com os políticos. Numa das gravações, Jucá sugere “pacto” para barrar a Lava Jato. Com a abertura do inquérito, Renan Calheiros responde agora a uma ação penal e a 12 inquéritos no Supremo, dos quais nove da Operação Lava Jato. Jucá é investigado em oito inquéritos no Supremo, dos quais três da Lava Jato. Sérgio Machado agora é investigado em dois inquéritos da Lava Jato e Sarney é alvo de uma apuração.

Agora, surgem novas provas de que a cúpula do PMDB e do PSDB, conspiraram contra o governo Dilma e promoveram o golpe atingindo mortalmente a democracia. A denúncia feita pelo jornalista Lauro Jardim, caiu como uma bomba sobre o Planalto. Donos da JBS disseram em delação à Procuradoria-Geral da República que gravaram o presidente Michel Temer dando aval para comprar o silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), depois que ele foi preso na operação Lava Jato.

Segundo o jornalista, o empresário Joesley Batista entregou uma gravação feita em março deste ano em que Temer indica o deputado Rodrigo Rocha Lourdes (PMDB-PR) para resolver assuntos da J&F, uma holding que controla a JBS. Posteriormente, Rocha Lourdes foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil, enviados por Joesley. Em outra gravação, também de março, o empresário diz a Temer que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada para que permanecessem calados na prisão. Diante dessa informação, Temer diz, na gravação: “tem que manter isso, viu?”

Não só isso: na delação de Joesley, o senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, é gravado pedindo ao empresário R$ 2 milhões. A entrega do dinheiro a um primo de Aécio foi filmada pela Polícia Federal (PF). A PF rastreou o caminho do dinheiro e descobriu que foi depositado numa empresa do senador Zeze Perrella (PSDB-MG). De acordo com a delação, em duas ocasiões em março deste ano Joesley conversou com Temer e com Aécio levando um gravador escondido.

Os irmãos Joesley e Wesley Batista estiveram na quarta-feira passada no Supremo Tribunal Federal (STF) no gabinete do ministro relator da Lava Jato, Edson Fachin – responsável por homologar a delação dos empresários. Diante dele, os empresários teriam confirmado que tudo o que contaram à PGR em abril foi de livre e espontânea vontade.

Um detalhe importante e que a imprensa não está dando destaque é que no contato com Aécio Neves, o dono da JBS teria tido o seguinte diálogo:  Joesley pergunta como poderia fazer a entrega das malas com os valores. “Se for você a pegar em mãos, vou eu mesmo entregar. Mas, se você mandar alguém de sua confiança, mando alguém da minha confiança”, propôs o empresário. O senador respondeu: “tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do caralho“. Aécio indicou um primo, Frederico Pacheco de Medeiros, para receber o dinheiro. Fred, como é conhecido, foi diretor da Cemig, nomeado por Aécio, e um dos coordenadores de sua campanha a presidente em 2014.

Como se observa, caro leitor, as denúncias que se tem contra Lula são fichinhas na frente destas. Renuncia Temer, seria mais digno de sua parte.

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Lula, se for condenado, será pela “literatura jurídica”

A célebre frase proferida pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, quando do julgamento do ex-ministro José Dirceu no Mensalão, “não tenho prova cabal contra Dirceu – mas vou condená-lo porque a literatura jurídica me permite”, cabe como uma luva ao juiz federal Sérgio Moro, se condenar Lula por envolvimento na Lava Jato.

Ao depor ao magistrado o ex-presidente foi claro e objetivo quanto a possuir ou não o triplex do Guarujá. Negou veementemente que possuía o apartamento.

O que eu quero é que se pare com ilações e que me diga qual é o crime que eu cometi. O crime não é conversar com alguém na agenda. O crime não é ter ido ver um triplex. O crime, eu cometi, se eu comprei o apartamento, se tem documento que eu comprei, se me deram a chave, seu eu dormi lá alguma vez, se a minha família dormiu, se tem escritura pública.

Mais adiante Lula fez um desabafo ao juiz Sérgio Moro:

– Estou sendo julgado pelo que eu fiz no governo. Eu estou sendo julgado pela construção de um PowerPoint mentiroso.

Como eles (procuradores) contaram uma primeira inverdade, eles vão morrer contando inverdade, porque ficaram prisioneiros da imprensa.

O Dr. Dallagnol deveria estar aqui para explicar aquele famoso PowerPoint. Aquilo é uma caçamba, onde cabe tudo.

Estou sendo vítima da maior caçada jurídica que um político brasileiro já teve.

Aqui na sua sala tiveram 73 testemunhas. Grande parte de acusação do Ministério Público e nenhuma me acusou. O que aconteceu nos últimos 30 dias vai passar para a história como “o mês lula” porque foi o mês em que vocês trabalharam, sobretudo o Ministério Público, para trazer todo mundo para dizer uma senha chamada Lula. O objetivo era dizer Lula. Se não dissesse Lula, não valia.

Dr. Moro, é importante que o senhor saiba: de março de 2014 para cá, são 25 capas na Isto É, criando a imagem de monstro. Na revista Veja são 19 capas. Na Época, 11 capas. Dentro [das revistas] é demonizando o Lula. Meus acusadores nunca tiveram 10% do respeito que eu tenho por eles.

O objetivo é tentar massacrar este cidadão, que tem que pagar um preço por existir. Este cidadão cometeu o crime de provar que esse país pode dar certo.

Quando um político comete um erro, ele é julgado pelo povo, não pelo Código de Processo Penal. Eu já fui julgado pelo povo.

Sobre o encontro com Renato Duque no Aeroporto de Congonhas, Lula confirmou:

Tive uma vez no aeroporto de Congonhas, se não me falha a memória, porque tinha vários boatos de corrupção e de conta no exterior. Eu pedi para que o Vaccari porque eu não tinha amizade com o duque trazer o duque para conversar. Foi numa gala em Congonhas. E eu fiz a pergunta simples: tem matérias nos jornais e denuncias que você tem dinheiro no exterior. Que tá pegando da Petrobrás e colocando no exterior. Você tem conta no exterior? Ele disse: ‘eu não tenho’. Eu falei: ‘acabou, se não tem, não mentiu pra mim, mentiu para ele mesmo’”

Fiquei muito puto da vida, muito puto. Falei, ele disse que não. Se ele disse que não, não mentiu pra mim, mas pra consciência dele.

No interrogatório, que mais parecia uma inquisição, deu para notar um insistente empenho do juiz Sérgio Moro em arrancar algo mais de Lula, embora o fizesse sempre de forma educada e respeitosa.

De resto, nada ocorreu com importância ou impacto suficientes para influir na sentença que Moro deverá anunciar lá pela metade do ano.

Portanto, se Lula for condenado, será pela `literatura jurídica´

A conferir!

Deputado tucano Rogério Marinho, o algoz dos trabalhadores

O deputado tucano Rogério Marinho (PSDB-RN), como relator da reforma trabalhista, foi alçado a algoz da classe trabalhadora brasileira ao rasgar, literalmente, a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), conquista essa ainda do governo do presidente Getúlio Vargas em 1943, quando destacados juristas se empenharam em criar uma legislação trabalhista que atendesse à necessidade de proteção do trabalhador.

Rogério Marinho derrubou, na condição de relator, conquistas na área trabalhista que agora só vai beneficiar os empresários. Prova maior disso é que o site The Intercept Brasil examinou as 850 emendas apresentadas por 82 deputados durante a discussão do projeto na comissão especial da Reforma Trabalhista. Dessas propostas de “aperfeiçoamento”, 292 (34,3%) foram integralmente redigidas em computadores de representantes da CNT (Confederação Nacional do Transporte), da CNF (Confederação Nacional das Instituições Financeiras), da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e da NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística).

O deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), relator da reforma na comissão especial formada em fevereiro para discutir a proposta do governo, decidiu incorporar 52,4% dessas emendas, total ou parcialmente, ao projeto substitutivo. Elas foram apresentadas por deputados do PMDB, PSDB, PP, PTB, SD, PSD, PR e PPS – todos da base do governo de Michel Temer. Reforçando o artificialismo das emendas, metade desses parlamentares que assinaram embaixo dos textos escritos por assessores das entidades sequer integrava a comissão especial, nem mesmo como suplente.

Ou seja, o “Pato Amarelo” que patrocinou o golpe contra Dilma, mais uma vez marca presença contribuindo sobremaneira para tirar conquistas dos trabalhadores. Alega o governo e os representantes do “Pato Amarelo” que há necessidade de se promover as reformas trabalhista e da previdência porque se não o Brasil quebra. Pura balela. Aliás, Rogério Marinho tirou da gaveta a reforma trabalhista que Fernando Henrique Cardoso queria por em prática no país e recuou. Marinho aperfeiçoou o seu relatório com as emendas apresentadas por lobistas de entidades empresariais.

As propostas encampadas pelos deputados modificam a CLT e prejudicam os direitos dos trabalhadores. O texto original enviado pelo governo alterava sete artigos das leis. O substitutivo do tucano Rogério Marinho, contando com as emendas, mexe em 104 artigos, entre modificações, exclusões e adições.

O tom geral da reforma é que o que for negociado entre patrões e empregados passa a prevalecer sobre a lei. O texto original enviado pelo governo, no entanto, não deixava isso explícito. Falava que o acordado teria “força de lei”, mas as empresas conseguiram emplacar emenda para deixar essa força do negociado mais evidente. Com isso, a redação nesse ponto passou a ser que os acordos “têm prevalência sobre a lei”, diz o site The Intercept Brasil.

Fato é, caro leitor, que as propostas agora defendidas pelos deputados provavelmente não estarão em seus palanques ou santinhos nas eleições do ano que vem, mas certamente poderão ser lembradas nas conversas de gabinete para acertar apoio a suas campanhas. Embora o financiamento empresarial tenha sido eliminado, pessoas físicas ligadas ao setor podem doar e, embora seja crime, ainda é difícil imaginar um cenário próximo sem o caixa 2.

O eleitor tem memória curta, mas certamente o trabalhador não. No próximo ano teremos eleições e certamente o julgamento das urnas será cruel nobre deputado.

A conferir!

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Caramba, esse Lula é esperto demais!

Transcrevo um texto que recebi num grupo nas redes sociais. Desconheço o autor, mas é o texto que gostaria de ter escrito. Aí segue:

– A Lava Jato quer nos convencer de que todos os políticos que receberam dinheiro de empreiteiras preferiram salvaguardar seus milhões em contas offshore ou em bens e ativos suntuosos, em seu nome.

Menos Lula!

Mais esperto que todosos demais, Lula é o único que preferiu deixar o dinheiro “dele” com eles: ou seja, Odebrecht e OAS guardavam o butim de Lula em suas próprias contas empresariais ou em imóveis em seu nome (dos quais inclusive podiam dispor para dar em garantia, etc).

Além de espertíssimo, Lula também deve ter poderes hipinóticos pois assim que começam a investigar e achar todo tipo de propina comprovadamente entregue a cada cardeal da República (inclusive muitos que ainda governam), Lula vai lá e pede que destruam provas que o incriminem e, pasmem, não é queo corruptor faz exatamente o que ele pede?

Só com as provas dele as demais não, incrível, não? Ou seja, as mais poderosas empresas brasileiras detinham todas as provas para ter o principal personagem da República na mão e simplesmente as destroem, sob eu comando!

Lula é o sujeito mais “esperto” da República. E a Odebrecht é uma confiável e fiel guardiã do dinheiro escuso de seus “sócios”.

PS: Se você realmente acredita nesta história, não se preocupe que com essa “esperteza ‘ toda, Lula já foi punido: será o único que não concretizará sua almejada fortuna, uma vez que estava toda consignada junto aos próprios corruptores em quem ele confiou tanto.

Agora, se você não acredita nesta história sem pé nem cabeça, concentre-se em cobrar provas da La Jato. Provas reais contra o líder nas pesquisas eleitorais. Afinal, ele pode tererrado ao compor o seu governo com gente podre, mas ainda é o Lula que quer redimir sua biografia, recuperar o Brasil que a maioria do povo merece e, quem sabe, ter a chance de governar sem essa gente por perto.

Além disso, confira mais atentamente quem são os que governam e legislam hoje, contra os seus direitos e a favor das grandes corporações que, não por acaso, não apareceram até agora na Lava Jato – porque um esquemão desses tinha toda condição de funcionar sem bancos, sem mídica e sem Judiciário, não é mesmo?

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Insatisfação com ameaças de mudanças nas leis trabalhistas vai além mar

A insatisfação com relação as mudanças que estão sendo propostas nas leis trabalhistas não ocorre somente no Brasil. Tive a oportunidade de conhecer Portugal e constatei que além mar há também um clima de insatisfação com relação ao assunto. Não só isso. Existe uma preocupação dos patrícios também em relação ao euro devido a saída da Inglaterra da União Europeia.

Há informação também que existe uma linha política em Portugal que começa a defender o retorno do país à Monarquia, seguindo o modelo espanhol. Fato é que, apesar de Portugal viver um momento muito bom, sobretudo, no que diz respeito ao turismo, já que lá não há qualquer tipo de violência e muito menos terrorismo, os portugueses temem um retrocesso na economia com a instabilidade do euro em função da decisão tomada pela Inglaterra e ameaças de outros países como França e Alemanha.

Uma das coisas observadas principalmente em Lisboa, capital lusitana, é que aluguel de imóveis subiu a estratosfera. Algumas pessoas que trabalham em Lisboa estão preferindo morar em cidades próximas para pagar um alugeul mais em conta.

Portugal, como porta de entrada da Europa tem atraído muito o turismo internacional, mas sua economia ainda é instável, isso dito pelos próprios portugueses com quem tive oportunidade de conversar.

No retorno ao Brasil percebo que a coisa aqui tá preta. A República tá caindo feito um castelo de areia com as denúncias dos Odebrecht, pai e filho. Emílio Odebrecht declarou em delação que a corrupção no Brasil existe há mais de 30 anos. Eu diria que existe desde quando Cabral aportou em terras tupiniquins.

No entanto, assim como no Brasil, no país amigo, também existe corrupção, só que lá, eles não têm o complexo de vira-latas como nós brasileiros temos de achar que isso só existe apenas na linha abaixo do Equador e que foi o PT que inventou.

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De jóias e de constrangimento ao high society

Podem falar o que quiser, mas temos hoje o antes e o depois dos governos petistas onde o Ministério Público denuncia, a Polícia Federal prende e a Justiça julga, haja vista a Lava jato, que muitos políticos gostariam de abafar mas não conseguiram devido a repercussão negativa. Hoje temos um ex-todo-poderoso Eduardo Cunha preso com pena de 15 anos de prisão, temos empresários presos, como Marcelo Odebrecht e nem o high society escapa das investigações. Exemplo disso a exposição de jóias promovida e frustrada pela jornalista Laurita Arruda, mulher do ex-ministro Henrique Alves, investigado na Lava Jato.

Diz-se que uma mostra de joias de alto luxo acabou em tensão na tarde desta quinta-feira (29) em Natal. Motivo: a jornalista resolveu organizar uma exposição de joias de uma design famosa no eixo Rio-São Paulo sem os produtos darem entrada contabilmente no estado, consequentemente sem nota fiscal.

O blogueiro Bruno Geovanni afirma que as joias apreendidas pelos fiscais foram todas catalogadas e por motivo de segurança levadas para serem guardadas na Caixa Econômica, onde se guarda as joias do penhor do banco.

A jornalista apagou das suas redes os posts divulgando a exposição.

Constrangimento também para quem foi conhecer a cara mostra, já que estas pessoas foram informadas que por motivo de fiscalização tributaria não aconteceria mais.

Como se observa, o Brasil mudou. Hoje sonegar impostos dá cadeia, antes só existia isso na lei. Agora não. Tanto é que as joias apreendidas pelos fiscais foram todas catalogadas e por motivo de segurança levadas para serem guardadas na Caixa Econômica, onde se guarda as joias do penhor do banco.

Imagina, caro leitor, o constrangimento, o high society tendo suas joias no penhor.

É, ninguém escapa mais.

A propósito, por falar em joias, a diretora comercial da joalheria H.Stern, Maria Luiza Trotta, prestou depoimento dias atrás ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, sobre a compra de joias pelo ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e sua mulher, Adriana Ancelmo. Segundo Maria Luiza, o casal comprou 40 peças na joalheria. Em apenas 20 joias, o ex-governador e a mulher dele pagaram R$ 6 milhões. “Eu vendi pessoalmente em torno de R$ 6 milhões, por aí”, revelou.

Detalhe, apenas!