Caos no sistema carcerário: agentes penitenciários temem novas rebeliões e diretora é afastada

13 de março de 2015
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A situação não está nada fácil para os agentes penitenciários do Rio Grande do Norte. O Governo do RN decidiu atender a um pedido dos presidiários e afastar a diretora da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, Dinorá Simas. Os agentes temem uma ação criminosa em massa nos presídios.

A decisão foi tomada em reunião realizada na última desta quinta-feira (12), motivada por uma série de rebeliões em unidades prisionais da Grande Natal. Segundo informações divulgadas pelo portal BO, além de Dinorá, o diretor do Presídio Rogério Coutinho Madruga, mais conhecido como Pavilhão 5 de Alcaçuz, também deverá ser exonerado. Desde a quarta-feira (11), quando houve uma primeira rebelião em Alcaçuz, os presos já pediam a saída de Dinorá Simas.

Diretora da penitenciária de Alcaçuz, Dinorá Simas, é afastada. (foto: Tribuna do Norte)

Diretora da penitenciária de Alcaçuz, Dinorá Simas, é afastada. (foto: Tribuna do Norte)

Essa atitude tomada pela esfera estadual preocupou o Sindicato dos Agentes Penitenciários do RN (Sindasp-RN). A entidade publicou uma nota dizendo que a decisão do governo do estado de atender ao pedido dos presos pode abrir um precedente e comprometer a segurança nas unidades prisionais.

“Dinorá será exonerada porque os presos se queixaram de grande opressão, tendo em vista que eram feitas revistas periodicamente nas celas para verificar as ações dos detentos, coibindo fugas e uso de aparelhos como celulares ou drogas”, afirma Vilma Batista, presidente do Sindasp-RN.

Presídio de Alcaçuz visto do alto da sua principal guarita. (Foto: Thyago Macedo)

Presídio de Alcaçuz visto do alto da sua principal guarita. (Foto: Thyago Macedo)

Após 8 horas, presos encerram rebelião

Uma rebelião se instaurou nos pavilhões 1 e 4 da penitenciária de Alcaçuz, na Grande Natal, na manhã da última quarta-feira (11). Uma comissão dos Direitos Humanos, escoltados por policiais do Batalhão de Choque da PM (BPChoque) negociaram com os presos rebelados e chegaram a um acordo.

Uma parede do pavilhão 4 foi derrubada durante a ação do Grupamento de Operações Especiais (GOE). Com as avarias, a Secretaria de Justiça e Cidadania autorizou o início imediato de reformas no pavilhão.

Dos 196 detentos do pavilhão, 66 foram transferidos para outras unidades: 36 para a cadeia pública da zona Norte; 20 para o pavilhão  5; e 10 para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Candelária. Os demais presos do pavilhão ficaram acomodados no setor de triagem.

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