Filiação ao PT.

30 de setembro de 2013

By Jean-Paul Prates

Aos amigos.
Há tempos venho recebendo honrosos convites por parte de várias pessoas e partidos de bem para ingressar na vida partidária, como parte de um processo de renovação em curso em todo o País.
Entendo que os protestos da Jornadas de Junho, por ocasião da Copa das Confederações, representaram um rotundo #naomerepresenta à classe política brasileira que, felizmente, conta com algumas pouquíssimas exceções à regra das categorias típicas: demagogos, embusteiros ou corruptos, quando não acumulando estas três características nefandas.
Conheço Fátima Bezerra e Fernando Mineiro há tempos. Tenho a certeza de que são parte desta raríssima exceção brasileira. Admiro também, sem esconder de ninguém, a carreira e o trabalho da Presidente Dilma Rousseff, a quem conheci pessoalmente quando Ministra de Minas e Energia por conta das várias reuniões e conversas sobre a refinaria e os parques eólicos no RN, no tempo em que estive à frente da Secretaria de Energia do Estado. Esta, aliás, uma experiência para mim valiosa na Administração Pública à qual me dediquei com afinco e, penso, apresentando resultados concretos para o RN, sob a liderança da então Governadora Wilma de Faria, a quem mantenho gratidão pela confiança de ter me propiciado tal oportunidade.
Sei que muitos, inclusive alguns amigos, enxergam como complexa a situação atual do PT, em virtude de críticas e falhas havidas nos últimos anos. Minha reflexão é que se trata de um enorme e democrático partido com uma responsabilidade hercúlea que é a de reformar a base de um país complexo como o Brasil, devendo para isso conviver, enfrentar e interagir com diversas personalidades e grupos.
A minha visão é que o saldo da gestão do PT para o Brasil realmente necessitado e que clamava por atenção é positivo. Só quem tem a oportunidade de sair dos escritórios e dos bistrôs de Rio e São Paulo para conhecer os grotões deste Brasil pode verificar como este saldo governamental e político é positivo.
Nas demoradas e conscientes análises de cenário que fiz, por considerar ser esta uma das decisões mais importantes da minha vida, concluí ser o PT a opção mais coerente para minha filiação neste momento: coerente com o trabalho de interagir e ajudar as regiões mais inóspitas e necessitadas deste Estado, como é o caso do Mato Grande e das Serras, do Litoral Norte e do Alto Oeste. Áreas que possuem potencial produtivo extremamente maior do que lhes é facultado desenvolver hoje em dia, em virtude de política arcaica, dominadora e mercantilista do voto humilde.
Coerente também com a amizade e o trabalho comprovadamente bem sucedido que temos desenvolvido há mais de 4 anos com os dois expoentes do PT no RN, indistintamente: Fátima e Mineiro. E com a amizade que construímos.
Coerente, por fim, com a necessidade e a real possibilidade contribuir para uma renovação do partido, tanto no RN quanto no Brasil, saída do grito autêntico dos protestos (e não da indução maligna e oportunista de alguns). Sobre isso, aliás, também uma reflexão: é compreensível que, em tempos de revolta geral com o funcionamento da política como condicionante da administração pública, os movimentos se voltassem contra os partidos. Mas, com cabeça fria, vê-se que é através da reforma dos partidos, de dentro para fora, que se farão transformações radicais sem ameaçar a democracia.
A isso vamos. Conto com o apoio dos que acreditam que ainda é possível mudar alguma coisa.
Jean-Paul Terra Prates

01 de outubro de 2013

Source: SustentHabilidade

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