Pesquisa no RN desenvolve medicamento para auxiliar no combate ao câncer de próstata

24 de abril de 2015
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O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, ficando atrás somente do câncer de pele. Segundo informações do Instituto Nacional de Câncer (INCA), é o sexto tipo mais comum no mundo, representando cerca de 10% do total de cânceres em homens. Neste sentido, a médica e farmacêutica, Regina Carmen Esposito vem desenvolvendo um remédio homeopático que possa contribuir para a diminuição dessa estatística.

Medicamento desenvolvido pela médica e farmacêutica, Regina Esposito é homeopático, não tóxico e dinamizado. (Foto: Wallacy Medeiros)

Medicamento desenvolvido pela médica e farmacêutica, Regina Esposito é homeopático, não tóxico e dinamizado. (Foto: Wallacy Medeiros)

A pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) utilizou um bioativo da folha do Melão de São Caetano para desenvolver o remédio homeopático. Durante os testes em laboratório, foi observado que as células de câncer humano morriam ao entrar em contato com o composto. Então, deu-se início aos testes clínicos.

Para a realização dos testes em humanos, Regina Esposito explica que não havia possibilidade de fazê-los em pacientes portadores de câncer. “Não seria ético”, avalia a pesquisadora. A solução encontrada foi a realização de testes em pacientes portadores de Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP), uma vez que essa doença causa o aumento da próstata de forma benigna. “A proposta do trabalho é dar o medicamento, acompanhar pelo ultrassom e acompanhar a Interleucina”, diz Esposito.

Pesquisadora da UFRN utilizou bioativo da folha do Melão de São Caetano para desenvolver remédio homeopático. (Foto; Wallacy Medeiros)

Pesquisadora da UFRN utilizou bioativo da folha do Melão de São Caetano para desenvolver remédio homeopático. (Foto; Wallacy Medeiros)

Para a pesquisadora, o grande desafio do projeto é encontrar pacientes compatíveis com todos os critérios exigidos, pois os homens ainda possuem dificuldade de procurar ajuda médica, em especial de um urologista. Para participar da pesquisa, o paciente deve ser homem, ter 45 anos ou mais, ter queixas urinárias e possuir pontuação adequada após aplicação de questionário específico.

Medicamento

O medicamento é homeopático, não tóxico e dinamizado. “Quando testei a toxicidade, se mostrou, sem ser tóxico, dinamizado. Ou seja, a dinamização manteve a ação”, observa. Um remédio ser dinamizado indica que houve diluições, excluindo a matéria, mas conservando a ação do medicamento. Segundo Esposito, seu medicamento é diluído “10 a -24, ou seja, não tem matéria, não tem Número de Avogadro lá dentro”, explica.

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