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Natal tem 853 mil habitantes, diz pesquisa do IBGE

Notícia publicada no portal G1 RN;

Natal é a cidade com a maior população do Rio Grande do Norte. De acordo com estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (29), a capital potiguar apresenta uma população de 853.929 habitantes. O segundo município mais populoso do estado é Mossoró, com 280.314 habitantes, seguido de Parnamirim, município que faz parte da Grande Natal, com 229.414 habitantes. Apenas esses três municípios tem uma população maior que 100 mil habitantes. No total, o RN tem uma população de 3.373.960 habitantes, sendo o sexto estado mais populoso do Nordeste.

Foto: www.publico.pt

Foto: www.publico.pt

A pesquisa constatou que quatro dos seis municípios mais populosos do estado ficam localizados na região metropolitana da capital. Na sequência, em sétimo lugar, vem o município de Caicó, na região Seridó do RN.

Entre as cidades potiguares, apenas Natal se encontra no grupo das 20 cidades mais populosas do país, em 19º lugar, a frente apenas de Teresina, no Piauí, com 836.474 habitantes

No RN, a lista dos 20 mais populosos tem em último lugar o município de Extremoz, com 26.677 habitantes, 191 a menos que Areia Branca, o 19º município da lista.

228,4 milhões em 2042

A população brasileira vai alcançar seu ponto máximo de crescimento em 2042, quando chegará a 228,4 milhões de habitantes, e a partir de então vai começar a diminuir. É o que demonstra um estudo divulgado nesta quinta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a estimativa da população do país. Além disso, a queda da taxa de natalidade e o aumento da expectativa de vida vai triplicar o índice de idosos no país, fazendo com que em 2060 o Brasil tenha dois habitantes com mais de 65 anos para cada criança.

O IBGE estima que a população atual é de 201.032.714 habitantes, vai aumentar para 212,1 milhões em 2020, até alcançar o máximo de 228,4 em 2042, quando começará a decrescer, atingindo o valor de 218,2 em 2060, nível equivalente ao projetado para 2025.

De acordo com o estudo, as mulheres brasileiras terão cada vez menos filhos, e serão mães pela primeira vez cada vez mais velhas. Em 2013, a média é que cada mulher tem 1,77 filho, tendo sido projetado para 1,61 filho em média por mulher em 2020 até atingir 1,5 filho em média por mulher em 2030.

A média de idade das “mães de primeira viagem” atualmente é de 26,9 anos. Segundo o IBGE, este índice atingirá 28 anos em 2020 e 29,3 anos em 2030.

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Com 1.696 habitantes, Viçosa é o menor município do RN

Deu no portal G1 RN:

O município de Viçosa, localizado na região Oeste doRio Grande do Norte, é cidade com a menor população do estado. De acordo com estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município localizado a 364 quilômetros de Natal tem uma população de 1.696 habitantes. Viçosa é a única cidade do RN com população menor que 2 mil habitantes. Viçosa tem apenas 212 habitantes a mais que Lajeado Grande, em Santa Catarina, que é o 20º município com menor população do país.

Na sequência, os municípios menos populosos do estado são Ipueira, na região Central potiguar, com 2.190 habitantes, e Monte das Gameleiras, na região Agreste, com 2.261 habitantes.

Na lista dos 20 municípios menos populosos do RN, apenas seis têm pelo menos 3 mil habitantes. Desses,Riacho da Cruz, na região Oeste do estado, é que tem a maior população, com 3.399 habitantes. Juntas, as 20 cidades menos populosas do estado somam 54.585 habitantes, o que é menos do que a população de Assu, com 56.354 habitantes.

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Grande Natal: 900 Mil Deslocamentos Diários Para Trabalho e/ou Escola

O censo demográfico de 2010 fez uma levantamento dos deslocamentos diários das pessoas para trabalho e estudo. Além de levantar o tempo habitual desses deslocamentos, o IBGE investigou também a ocorrência de movimentos diários de trabalho e estudo entre diferentes municípios.

Dia normal no bairro do Alecrim, região central de Natal. (foto: Canindé Soares)

Com o crescente fenômeno da metropolização, os deslocamento entre municípios para trabalhar e/ou estudar e o tempo desses deslocamentos ganham cada vez mais importância no cotidiano das pessoas e na definição de políticas públicas, sobretudo na questão da mobilidade urbana e na questão do transporte público.
Esse fenômeno também está presente no RN através da crescente conurbação no entorno da capital potiguar, sobretudo entre os municípios de Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante (SGA) e Macaíba.
Na Região Metropolitana de Natal (RMN) os deslocamentos diários para trabalho e/ou estudo envolve um total de 908,5 mil pessoas (eventualmente uma pessoa pode se deslocar para trabalhar e também para estudar, nesse caso nessa nossa tabela ele está sendo contado duas vezes).
Desses deslocamentos, 460 mil são para o trabalho e outros 448 mil para estudo. Em termos de movimento pendular diário entre municípios, diariamente ocorrem na RMN 146 mil movimentos, sendo 102 mil para trabalho e 44 mil para estudos.
Parte considerável dos movimentos para trabalho e estudo na RMN se concentra nos três maiores municípios da Região: Natal, Parnamirim e são Gonçalo do Amarante.
Para efeito dessa tabela consideramos como deslocamentos para trabalho no município o número de pessoas que exerciam alguma ocupação fora do seu domicílio mas no município em que residia.
Uma abertura dessas dados demonstra que, no que diz respeito ao deslocamento para o trabalho, os dados mais expressivos aparecem em São Gonçalo do Amarante. Naquele município mais de 50% das pessoas ocupadas exerciam suas atividades em outro município. Em Extremoz e Parnamirim deslocamento para o trabalho em outro município atingiam mais de 40% da população ocupada.
No caso de deslocamento para estudo a situação mais acentuada é em Parnamirim, onde aproximadamente 30% dos seus estudantes estudam em outro município.
Em termos de duração dos deslocamentos cerca de 40% dos trabalhadores da RMN levam mais de meia hora no trajeto diário de casa para o trabalho.
Em Extremoz 11% dos trabalhadores levam  mais de uma hora para se deslocar para o trabalho, em Ceará-Mirim 9,37% e em São Gonçalo do Amarante 9,33%. Se considerarmos a ida e a volta dessas pessoas, podemos concluir que nesses municípios cerca de 10% dos trabalhadores perdem duas horas diárias apenas nos seus trajetos casa-trabalho-casa.
Em SGA aproximadamente 50% dos deslocamentos diários para o trabalho duram mais de meia hora. Em Natal esse número é de 41% , em Parnamirim 36% e em Ceará-Mirim 33%.
Todos esses dados, sobretudo a informação de que diariamente ocorrem 750 mil deslocamentos para trabalho e escola somente nos municípios de Natal, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante; que desses 750 mil deslocamentos nessas três cidades, 111 mil acontecem para outros municípios, reforça a importância da discussão da gestão metropolitana, da mobilidade urbana e da questão do transporte público.
Essas questões dizem respeito direto à qualidade de vida dos cidadãos que residem nesses municípios. Apenas à título de ilustração, diariamente na RMN cerca de 36 mil trabalhadores demoram mais de uma hora para fazerem seus trajetos de casa para o trabalho. São no mínimo 2 horas diárias que eles desperdiçam no trânsito.
Esse é um problema que se tornará, com o passar do tempo, cada vez mais presente na nossa vida cotidiana.