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IBGE: 33 municípios do RN encolhem

Foto: guiadorn.com

Foto: guiadorn.com

O Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (28), dados sobre as estimativas de população dos 167 municípios do Rio Grande do Norte em 2015.

Os municípios mais populosos do estado são: Natal (869.954); Mossoró (288.162); Parnamirim (242.384); São Gonçalo do Amarante (98.260); Macaíba (78.021) e Ceará-Mirim (72.878).

Os municípios potiguares menos populosos são: Viçosa (1.714); Monte das Gameleiras (2.219); Ipueira (2.221);Bodó (2.358) e Timbaúba dos Batistas (2.418).

Os dados também revelam que 33 municípios do RN perderam população entre 2014 e 2015. A estimativa publicada pelo IBGE servirá de base para que o Tribunal de Contas da União (TCU) possa definir a cota do Fundo de Participação dos Municípios em 2016. As prefeituras tem até 20 dias para contestar os dados publicados.

No ranking geral, o município de Severiano Melo, situado microrregião de Pau dos Ferros, é a cidade com a menor taxa média de crescimento no período 2014-2015, calculada em -9,0%, seguido de Japurá, no Amazonas, com -8,5%.

O Rio Grande do Norte possui, oficialmente, 3.442.175 milhões de habitantes. O número apresenta um crescimento de 0,99% a mais que em 2014.

Brasil – 24,5% dos municípios apresentaram redução populacional

Ainda segundo dados divulgados pelo IBGE, dos 5.570 municípios brasileiros, 24,5% (1.364 municípios) apresentaram taxas de crescimento negativas, ou seja, redução populacional de 2014 para 2015.

Existem diferenças marcantes entre as grandes regiões do país. O Norte e o Centro-Oeste são as regiões que possuem as maiores proporções de municípios com taxas altas de crescimento (acima de 1%). Por outro lado, o cenário da região Sul apresenta maior proporção de municípios com taxas negativas de crescimento, ou seja, perderam em número de habitantes.

 

Rio Grande do Norte chega aos 3,41 milhões de habitantes, segundo pesquisa IBGE

Saiu no Novo Jornal:

O Rio Grande do Norte chegou aos 3,41 milhões de habitantes. A informação foi disponibilizada hoje (28), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Diário Oficial da União e faz parte das estimativas de população no dia 1º de julho de 2014. Natal permanece como a mais populosa do Estado, com 862.044 habitantes.   

Segundo os mesmos dados, o Brasil tem uma população de 202.768.562 habitantes. O estado mais populoso, São Paulo, tem 44,03 milhões de habitantes. Já no estado menos populoso, Roraima, vivem 496,9 mil pessoas. Cinco estados têm mais de 10 milhões de habitantes: Minas Gerais (20,73 milhões), Rio de Janeiro (16,46 milhões), Bahia (15,13 milhões), Rio Grande do Sul (11,21 milhões) e Paraná (11,08 milhões).  

Na lista dos lista de unidades da federação com mais de 5 milhões de pessoas, estão seis estados: Pernambuco (9,28 milhões), Ceará (8,84 milhões), Pará (8,08 milhões), Maranhão (6,85 milhões), Santa Catarina (6,73 milhões) e Goiás (6,52 milhões).  

Natal permanece como a mais populosa do Estado, com 862.044 habitantes. (Foto: NJ)

Natal permanece como a mais populosa do Estado, com 862.044 habitantes. (Foto: NJ)

 

Apenas dois estados têm menos de 1 milhão de habitantes, além de Roraima: Amapá (750,9 mil) e Acre (790,1 mil). As demais unidades federativas têm as seguintes populações: Paraíba (3,94 milhões), Espírito Santo (3,88 milhões), Amazonas (3,87 milhões), Alagoas (3,32 milhões), Piauí (3,19 milhões), Mato Grosso (3,22 milhões), Distrito Federal (2,85 milhões), Mato Grosso do Sul (2,62 milhões), Sergipe (2,22 milhões), Rondônia (1,75 milhão) e Tocantins (1,5 milhão). 

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Segundo pesquisa do IBGE, Natal é o 19º município mais populoso do Brasil

Saiu no portal No Ar:

Natal apresenta uma população estimada de 862.044 habitantes ocupando a 19º município mais populoso do Brasil, segundo pesquisa divulgada hoje pelo IBGE que mostra as estimativas das populações residentes nos 5.570 municípios brasileiros.
O levantamento revela que o Brasil tenha 202,7 milhões de habitantes e uma taxa de crescimento de 0,86% de 2013 para 2014. O município de São Paulo continua sendo o mais populoso, com 11,9 milhões de habitantes, seguido por Rio de Janeiro (6,5 milhões), Salvador (2,9 milhões), Brasília (2,9 milhões) e Fortaleza (2,6 milhões). Os 25 municípios mais populosos somam 51,0 milhões de habitantes, representando 25,2% da população total do Brasil.

As estimativas populacionais são fundamentais para o cálculo de indicadores econômicos e sociodemográficos nos períodos intercensitários e são, também, um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União na distribuição do Fundo de Participação de Estados e Municípios. Esta divulgação anual obedece à lei complementar nº 59, de 22 de dezembro de 1988, e ao artigo 102 da lei nº 8.443, de 16 de julho de 1992.

Foto: pt.wikipedia.org

Foto: pt.wikipedia.org

A tabela com a população estimada para cada município foi publicada no Diário Oficial da União (D.O.U.) de hoje, 28 de agosto de 2014.

Os resultados das Estimativas de População 2014 também podem ser acessados na página www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/estimativa2014.

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Natal tem 853 mil habitantes, diz pesquisa do IBGE

Notícia publicada no portal G1 RN;

Natal é a cidade com a maior população do Rio Grande do Norte. De acordo com estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (29), a capital potiguar apresenta uma população de 853.929 habitantes. O segundo município mais populoso do estado é Mossoró, com 280.314 habitantes, seguido de Parnamirim, município que faz parte da Grande Natal, com 229.414 habitantes. Apenas esses três municípios tem uma população maior que 100 mil habitantes. No total, o RN tem uma população de 3.373.960 habitantes, sendo o sexto estado mais populoso do Nordeste.

Foto: www.publico.pt

Foto: www.publico.pt

A pesquisa constatou que quatro dos seis municípios mais populosos do estado ficam localizados na região metropolitana da capital. Na sequência, em sétimo lugar, vem o município de Caicó, na região Seridó do RN.

Entre as cidades potiguares, apenas Natal se encontra no grupo das 20 cidades mais populosas do país, em 19º lugar, a frente apenas de Teresina, no Piauí, com 836.474 habitantes

No RN, a lista dos 20 mais populosos tem em último lugar o município de Extremoz, com 26.677 habitantes, 191 a menos que Areia Branca, o 19º município da lista.

228,4 milhões em 2042

A população brasileira vai alcançar seu ponto máximo de crescimento em 2042, quando chegará a 228,4 milhões de habitantes, e a partir de então vai começar a diminuir. É o que demonstra um estudo divulgado nesta quinta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a estimativa da população do país. Além disso, a queda da taxa de natalidade e o aumento da expectativa de vida vai triplicar o índice de idosos no país, fazendo com que em 2060 o Brasil tenha dois habitantes com mais de 65 anos para cada criança.

O IBGE estima que a população atual é de 201.032.714 habitantes, vai aumentar para 212,1 milhões em 2020, até alcançar o máximo de 228,4 em 2042, quando começará a decrescer, atingindo o valor de 218,2 em 2060, nível equivalente ao projetado para 2025.

De acordo com o estudo, as mulheres brasileiras terão cada vez menos filhos, e serão mães pela primeira vez cada vez mais velhas. Em 2013, a média é que cada mulher tem 1,77 filho, tendo sido projetado para 1,61 filho em média por mulher em 2020 até atingir 1,5 filho em média por mulher em 2030.

A média de idade das “mães de primeira viagem” atualmente é de 26,9 anos. Segundo o IBGE, este índice atingirá 28 anos em 2020 e 29,3 anos em 2030.

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Com 1.696 habitantes, Viçosa é o menor município do RN

Deu no portal G1 RN:

O município de Viçosa, localizado na região Oeste doRio Grande do Norte, é cidade com a menor população do estado. De acordo com estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município localizado a 364 quilômetros de Natal tem uma população de 1.696 habitantes. Viçosa é a única cidade do RN com população menor que 2 mil habitantes. Viçosa tem apenas 212 habitantes a mais que Lajeado Grande, em Santa Catarina, que é o 20º município com menor população do país.

Na sequência, os municípios menos populosos do estado são Ipueira, na região Central potiguar, com 2.190 habitantes, e Monte das Gameleiras, na região Agreste, com 2.261 habitantes.

Na lista dos 20 municípios menos populosos do RN, apenas seis têm pelo menos 3 mil habitantes. Desses,Riacho da Cruz, na região Oeste do estado, é que tem a maior população, com 3.399 habitantes. Juntas, as 20 cidades menos populosas do estado somam 54.585 habitantes, o que é menos do que a população de Assu, com 56.354 habitantes.

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Iniciativas fomentam incentivo à leitura em Natal

Deu no caderno Viver da Tribuna do Norte:

Quem lê, viaja, afirma o certeiro dito popular. Porém, quando não há livros por perto, é preciso fazer com que a leitura “viaje” até o leitor. Iniciativas que facilitam o acesso à literatura existem há tempos, em todas as partes do mundo – como as pequenas bibliotecas nas paradas de ônibus de Brasília e em pontos estratégicos de qualquer grande cidade. Em território potiguar, os projetos na área ainda são poucos,  mas bem articulados. O itinerante BiblioSESC, e o fixo Livro Sem Fronteiras, nas estações de trem, estão próximos de completar um ano de atividades, com bons resultados. Já o programa Arca das Letras tem oito anos de circulação pela área rural do Estado, com grande aceitação. Cada qual, cria um novo capítulo de possibilidades no incentivo à leitura.

Bibliotecas itinerantes como a Bibliosesc e Arca das Letras, e fixas como o Livro sem Fronteiras, na estação da CBTU, mostram, cada uma à sua maneira, que é possível levar a leitura para perto das pessoas. (Foto: Emanuel Amaral)

O BiblioSESC faz parte de um projeto nacional do SESC, e foi lançado no Estado em novembro do ano passado, durante o 3º Festival Literário da Pipa – Flipipa. Natal era uma das poucas capitais do país que ainda não tinha a biblioteca móvel montada sobre um caminhão. De forma itinerante, ela se movimenta quinzenalmente entre determinados bairros da cidade, proporcionando a leitura no local e o empréstimo de livros. O acervo é informatizado, e conta com 3.500 exemplares, entre literatura infantil, adulta nacional e estrangeira, religiosa e potiguar, além de jornais, revistas e gibis. O visitante pode levar até dois livros, ficar com eles durante quinze dias, e renovar se achar necessário.

O acervo é bem selecionado, reunindo clássicos, novidades, best-sellers e alta literatura, para vários gostos. Pode-se achar do Código de Trânsito Brasileiro até a série “Crepúsculo”, passando por Miguel Nicolelis, Jorge Amado, Umberto Eco, Ítalo Calvino, Monteiro Lobato, Truman Capote, Neruda, Coetzee, entre outros, além de almanaques, enciclopédias e livros de arte. “Fazemos um trabalho para formar leitores, não é só chegar e ir embora. Nossa intenção é gerar encantamento pelo livro”, afirma Ilsa Galvão, diretora de desenvolvimento social do SESC.

O caminhão do BiblioSESC recebe uma média de 200 visitas por dia. A unidade móvel conta com um itinerário fixo nos bairros de Mãe Luísa, Rocas, Nova Natal, Cidade da Esperança, Santa Catarina, Conjunto dos Garis e Felipe Camarão, além do presídio feminino em Parnamirim. Ilsa conta que os bairros foram escolhidos conforme levantamento feito para observar suas deficiências quanto a presença de opções de leitura. O raio de ação pode ser aumentado,  enviando um ofício ao SESC da Cidade Alta, afirmando o interesse  de levar a biblioteca até a comunidade. É realizada uma análise técnica para ver questões de trânsito e fiação elétrica.

Ao chegar no bairro escolhido, o BiblioSESC procura fazer parcerias com escolas, conselhos comunitários e igrejas, a fim de obter apoio logístico no local. No caminhão/biblioteca os visitantes são recebidos pela auxiliar Maria Bethania Lima. Ela orienta quanto as leituras, e faz o cadastro dos interessados em pegar um livro emprestado – basta levar identidade e um comprovante de residência. É montada ao lado do caminhão, uma área externa e coberta, com mesas e cadeiras, para quem quiser ler no local. Ela estima que houve até agora 8.500 empréstimos, num total de 13.552 consultas realizadas no mês de agosto.

“É comum os filhos pedirem aos pais para levar um livro também”, diz Bethania. As crianças são sempre os visitantes mais entusiasmados, afirma Ilsa Galvão. O pequeno Cauã Morais, de cinco anos, confirmava a afirmação, enquanto se debruçava num livro colorido do acervo. Ele foi trazido pela mãe, a professora Andressa Pinheiro, que estava visitando o local pela primeira vez. “Acho ótimo que existam espaços como esse. Minha mãe, que também é professora, me pôs o hábito de ler, e quero poder incentivar meu filho desde pequeno também. Isso é muito importante”, afirma.

BIBLIOTECAS RURAIS EM FORMA DE ARCAS

Crianças participam de atividades com os agentes de leitura. (Foto: Tribuna do Norte)

O programa Arca das Letras desbrava o interior através dos livros. Criado em 2003, foi implantado no Estado a partir de março de 2004, sob coordenação da Secretaria de Estado de Assuntos Fundiários e Apoio à Reforma Agrária (Seara). É voltado para as comunidades rurais, algumas bastante remotas. Atua em 114 municípios, e fez do RN o estado com o maior número de arcas do Brasil. A arca é um móvel de madeira que comporta até 220 livros. O objeto fica sob gestão da própria comunidade, através dos agentes de leitura escolhidos no local. A secretaria faz um trabalho constante de diagnóstico e revitalização das arcas.

“Até o momento temos 669 arcas/bibliotecas em funcionamento. Sempre há demanda, e prova o quanto o programa é bem sucedido”, afirma Paula Valéria Ferreira, coordenadora do programa no Estado. Ela explica que o acervo é divido em quatro tipologias: livros infantis, didáticos, literatura adulta, e livros técnicos de agricultura – estes, são selecionados conforme as atividades da comunidade.  A ação dos agentes de leitura é essencial para o bom aproveitamento das arcas. São escolhidos dois, entre as pessoas mais articuladas da comunidade. “O agente faz um trabalho voluntário, e mobiliza a comunidade, faz contação de histórias e oficinas de leitura. A arca pode ficar na casa do agente, ou numa escola, na igreja, numa associação. A gestão é toda da comunidade”, explica Paula. A Seara faz o acompanhamento. “Se por acaso não estiver funcionando em determinado local, a gente recolhe e leva para outra comunidade. Mas isso quase nunca acontece”, ressalta. O acervo é comprado pela secretaria, mas também está aberto a doações. Para doar, basta procurar a sede da Seara em Lagoa Nova. Tel.: 3232-7267.

Leituras enquanto o trem não vem

Acervo da biblioteca itinerante é um dos mais atualizados. (Foto: Emanuel Amaral)

Uma leitura cai bem enquanto o trem não chega – e depois da viagem também. O projeto Livro Sem Fronteiras, fruto de uma parceria entre a CBTU e a organização Atitude e Cooperação, instalou pequenos pontos de leitura nas estações do Bom Pastor e da Ribeira, onde os usuários do transporte ferroviário podem ler revistas e livros na hora, e também levar emprestado, mediante um cadastro. Até o fim do ano, uma unidade móvel será colocada em funcionamento. O acervo carece de mais doações.

O Livro Sem Fronteiras começou em outubro de 2011, em Bom Pastor. Devido aos bons resultados, foi estendido para a estação da Ribeira em março deste ano. Segundo Raphael Albuquerque, assessor da CBTU, a intenção é estender o projeto para 22 estações, sendo que a maior dificuldade é captar os livros. “Muitas pessoas pegam os livros e não devolvem. Não achamos isso ruim, pois o livro está seguindo seu rumo, mas é preciso repôr. Dependemos das doações”, explica.

O projeto conta com dois estagiários para orientar os leitores. A estação da Ribeira tem um acervo de 800 livros, e duas cestas de revistas. Para o empréstimo, basta deixar nome e endereço. “Não estabelecemos prazo de devolução, mas estamos pensando em tornar isso mais rígido “, afirma a pedagoga Jacinta Neuma de Araújo, da Atitute e Cooperação.  O projeto ganhará movimento quando entrar em ação o trailer de livros que circulará por diversos espaços e eventos. Até o fim do ano, entrará em operação. A doação de livros pode ser feita na sede da organização, na Rua Mipibu, prédio da Unimed. Tel.: 3220-6357.

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Desfile Cívico de Natal deverá atrair 12 mil visitantes

Deu no caderno Natal da Tribuna do Norte:

Maior do que o ano passado, o desfile cívico de encerramento da Semana da Pátria, que comemora a independência do Brasil, espera receber em torno de 12 mil visitantes para assistir ao cortejo. Cerca de três mil militares e civis devem participar do desfile pela avenida Prudente de Morais, que trás novidades para este ano. Além dos tradicionais sobrevoos de quatro caças A-29 e de quatro helicópteros “Esquilo”, que farão voos baixos em meio do cortejo, uma equipe do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) fará uma demonstração de primeiros socorros e da intervenção médica em casos de acidentes de trânsito. A intenção é de conscientizar a sociedade com relação à segurança na estrada para o feriado prolongado.

Cerca de três mil militares e civis devem participar do desfile pela avenida Prudente de Morais.  (Foto: Aldair Dantas)

De acordo com o major Gelson de Sousa, chefe 7ª Brigada de Infantaria Motorizada,o Exército do Brasil está organizando o evento este ano, bedecendo ao sistema de rodízio para a realização do evento. “Para nós é uma honra poder representar a nossa pátria e servir à nossa nação”. Segundo o major, três palanques foram armados na Praça Pedro Velho (Praça Cívica) para receber as autoridades estaduais a partir das 8h30. O evento será iniciado a partir das 9h. Os comandantes da 7ª Brigada do Exército Brasileiro, da Base Aérea de Natal, do 3º Distrito Naval, da Polícia Militar e dos Corpo de Bombeiros, além do representante municipal e da governadora Rosalba Ciarlini, são esperados nos palanques. O primeiro grupo a desfilar são as escolas municipais e estaduais selecionadas, e algumas escolas particulares, que somam ao todo 21 escolas.

Programa

Logo a seguir, o cortejo segue com a entrada de crianças e  jovens que fazem parte de projetos sociais das instituições militares, como o Corpo de Bombeiros Mirim, o Programa Educacional de Resistência às Drogas, da Polícia Militar, e o Programa Educacional da Marinha, entre vários outros. Os escoteiros das mais variadas classes e os desbravadores também participam do desfile cívico. Logo após a participação cívica, o desfile começa a ser adornado com a presença das forças militares do estado. Entre os representantes do Exército, Marinha, Aeronáutica, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, são aguardados aproximadamente 1.000 militares. Carros da polícia, viaturas do Corpo de Bombeiros, bunkers do Exército e motocicletas entram logo após os integrantes das forças armadas no cortejo. Cavalos encerram o desfile por volta das 11h30 da manhã do dia 7 setembro e anunciam o arreamento das bandeiras e o encerramento da comemoração da Semana da Pátria 2012.

Comércio

O comércio natalense vai funcionar em horário diferenciado na próxima sexta-feira, 7, feriado em que se comemora o Dia da Independência do Brasil.  De acordo com a Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL Natal), no centro da cidade, a maioria das lojas fecha, mas grandes magazines abrem com  expediente reduzido. Nos shoppings, o horário também será diferenciado (confira no quadro). O feriado ocorre em meio à Liquida Natal, campanha promocional que começou na última quinta-feira (30) e segue até domingo, dia 9, na capital potiguar. “A Liquida foi projetada sabendo que teria o feriado, então isso não atrapalha as vendas”, diz o superintendente da CDL Natal, Adelmo Freire.

Durante o período promocional, empresas de diversos segmentos oferecem até 70% de descontos ao consumidor, em produtos e serviços. De acordo com a CDL, a expectativa é que a campanha gere R$ 200 milhões em vendas. O montante representa  um incremento de cerca de 15% em relação ao alcançado no ano passado, quando  chegou a R$ 180 milhões. E pode ser ainda maior, segundo Freire. O otimismo  é movido pela quantidade de cupons disponibilizados este ano para sorteios: eram 4 milhões ao todo, mas, dada a demanda, mais 1 milhão deverão ser fabricados, de acordo com o superintendente da CDL.

Na campanha, a cada R$ 25 em compras o consumidor recebe um cupom para concorrer a sorteios.

Cerca de 3 mil pontos de venda, entre lojas de roupas, concessionárias de veículos, farmácias, supermercados e restaurantes, entre outros,  devem se valer da oferta de prêmios e descontos para atrair o consumidor e melhorar o desempenho das vendas, no período, considerado de retração.

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Atraso nas obras de mobilidade urbana preocupa moradores atingidos

Deu no Portal d’O Jornal de Hoje:

Dias após o Ministério das Cidades divulgar que quatro cidades-sedes da Copa do Mundo 2014, inclusive Natal, estão com as obras de mobilidade urbana atrasadas, a Prefeitura de Natal admitiu, pela primeira vez, que as obras de mobilidade urbana poderão ser excluídas da matriz de responsabilidade da Copa. Diante disso, os moradores e comerciantes das áreas afetadas pelas obras de mobilidade seguem ansiosos devido à indefinição se haverá ou não os projetos de mobilidade que irão desapropriar 429 imóveis. O atraso na entrega de projeto, as desapropriações de imóveis e a falta de licenciamentos e intervenção do Ministério Público agravaram ainda mais a situação da capital potiguar.

Prefeitura de Natal admitiu que o legado da Copa não será concluído antes do início da Copa. (Foto: Heracles Dantas)

Segundo o ministro Aguinaldo Ribeiro, 8% das obras previstas para serem concluídas até o início do evento estão atrasadas. Outras 36% estão em ritmo que requer atenção e 56% estão em ritmo adequado. Além de Natal, Cuiabá, Manaus e o Distrito Federal figuram na lista das cidades com obras em atraso e risco de não ficarem prontas em tempo hábil. O titular da Secopa-Natal, Jean Valério, no entanto, garantiu que, apesar de as obras não ficarem prontas até a realização do Mundial, não há possibilidade de Natal perder os recursos e prevê o inicio das obras no Complexo da Urbana para o mês de agosto. “As obras só serão retiradas da matriz se não forem iniciadas, mas vamos começar pelo complexo da Urbana agora em agosto”, garantiu.

Enquanto isso, os moradores seguem ansiosos e preocupados quanto à situação das desapropriações.  De acordo com a coordenadora da Associação Potiguar dos Atingidos pela Copa (APAC-RN), Eloísa Arruda, os 16 imóveis que seriam desapropriados que fazem parte do 1º lote do 1º decreto ainda não foram contemplados com a indenização. “Hoje vivemos um clima de incerteza, o que sabemos é pela mídia e em relação às desapropriações não houve nenhuma mudança e mais  nenhum contato com os moradores. Os 16 primeiros imóveis foram ajuizados, mas não houve pagamento de nenhuma indenização”, afirmou Eloisa Arruda, que mora na Rua Compositor José Luiz, por trás da Urbana, e que tem seu imóvel no primeiro lote, mas que não foi pago.

A coordenadora da APAC-RN voltou a criticar o projeto de mobilidade urbana apresentado pela Prefeitura de Natal, por entender que não se trata de uma solução definitiva pra o problema da mobilidade urbana de Natal. “Com esta informação de que Natal pode não concluir as obras, sabemos que não se perde o dinheiro, pois é um empréstimo. Saímos do PAC da Copa para o PAC da Mobilidade. Ficaríamos muito felizes se essas obras não fossem feitas, pois R$ 300 milhões é muito dinheiro para um projeto que não atende o problema. Temos outras prioridades, pois os postos de saúde estão sucateados, por exemplo. A APAC vem lutando não apenas contra as desapropriações, mas também pela revisão do projeto”, afirmou.

Eloisa Arruda conta que o Relatório de Controle Ambiental (RCA), condicionante para a liberação da licença ambiental para o início das obras do Complexo da Urbana, foi apresentado com várias falhas, mas não teve nenhuma resposta da Prefeitura quanto ao ajuste do relatório. Ela conta que vai encaminhar ofícios para a Semurb, Semopi e Seharpe para saber como está o processo de desapropriações e a liberação da licença ambiental. “A falta de diálogo é a marca”, disse.

Maria das Neves Valentim, representante do Comitê Popular Copa 2014, disse que após a audiência pública promovida pela Semurb, mês passado, para apresentar os impactos ambientais do complexo da Urbana, onde foram apresentados alguns encaminhamentos não houve progresso. Ela conta que a Prefeitura ainda não se pronunciou a respeito da série de levantamentos e irregularidades acerca da obra que foram levantadas durante a audiência. Em relação às desapropriações, Nevinha defende que seja feita uma campanha chave por chave, sugerindo a troca de um imóvel por outro. “Dessa forma, as pessoas que serão desapropriadas saberão para onde vão e não receberão os valores irrisórios que foram oferecidos”, disse.

Luiz Alberto Valentim é gerente de um estabelecimento comercial localizado na Avenida Capitão Mor Gouveia, que segundo o projeto inicial deveria ser desapropriado. Ele conta que ainda aguarda a Prefeitura de Natal se pronunciar quanto às mudanças nos projetos de mobilidade. “Não acatamos esta posição e continuaremos com diversas ações”, disse. O empresário conta que na semana passada, técnicos da Semopi estiveram em seu comércio para fazer as medições do terreno, no entanto, por orientação jurídica, Luiz Alberto não permitiu a entrada dos profissionais.

“Sabemos que este projeto não atende às reais necessidades de mobilidade urbana de Natal. É muito investimento. Estão vendendo a imagem como se essa obra fosse resolver o problema da mobilidade urbana em Natal, quando o problema maior é a Bernardo Vieira, Prudente de Morais, Salgado Filho e Hermes da Fonseca, além do centro da cidade. É muita despesa para comprometer o Município com um empréstimo pelos próximos 20 anos. Temos alguns projetos alternativos, elaborados por professores da UFRN, com custos mais baixos, menor prazo de execução e com grande poder de resolutividade do problema, mas a Prefeitura prefere ignorar. Enquanto isso, seguimos nesta indefinição sem saber o que será do futuro da Mor Gouveia”, afirmou.

O secretário Adjunto de Obras da Semopi, Caio Pascoal, afirmou que a Prefeitura de Natal vem trabalhando para cumprir as condicionantes visando conseguir a licença ambiental para dar início as obras de construção do Complexo da Urbana. Caio acredita que na primeira quinzena de agosto, a Semurb emitirá licença ambiental que permite o início das obras.

De fato, em Natal, as obras sequer começaram. A Prefeitura pavimentou apenas algumas ruas que servirão de via alternativa no bairro das Quintas e iniciou o processo de desapropriação de imóveis no mesmo bairro. Faltando menos de dois anos para o início do evento esportivo, o prazo para começar as intervenções em ruas e avenidas da cidade é setembro deste ano. O prazo, anunciado pela Secretaria Municipal de Obras Públicas e Infraestrutura (Semopi) no início do mês, atende recomendação do Ministério das Cidades que estipula o mês de outubro para início das obras nas cidades-sedes do Mundial.

Não é a primeira vez que Natal é citada pelo ministro Ribeiro como cidade-sede da Copa com obras atrasadas. No mês passado, em relatório entregue pelo ministro na Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados, a capital potiguar figurava entres as cidades com projetos atrasados. Na ocasião, o ministro destacou que apenas uma obra de mobilidade (Pró-Transporte na zona Norte) havia saído do papel. Outras três estão paradas e não tiveram nem mesmo os contratos assinados. As obras de mobilidade em Natal, que são responsabilidade do Governo e da Prefeitura, estão orçadas em R$ 661,8 milhões. Desse total, R$ 361 milhões virão de financiamento.

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Moradores defedem mudança em projeto de mobilidade em Natal

Os moradores atingidos pelas obras da Copa do Mundo estão acompanhando o atraso na execução dos projetos com cautela e incerteza sobre o futuro. Eles temem perder suas casas, que segundo a prefeitura serão desapropriadas, e defendem um projeto alternativo para a execução do cronograma de obras. As obras do lote 1 estão empacadas na Secretaria Municipal de Obras Públicas e Infraestrutura (Semopi) por causa de uma licença ambiental, que desde junho foi solicitada à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb). Só com essa licença o município pode instalar o canteiro. As obras foram iniciadas com os desvios feitos com recursos próprios do município nas Quintas e Bairro Nordeste. A previsão é que as obras demorem 730 dias, embora a Copa comece daqui a 686.

De acordo com o coordenador-adjunto da Associação Potiguar dos Atingidos pelas Obras da Copa (Apac), Marcos Reinaldo da Silva. “A gente quer contribuir com a prefeitura e até com o Estado, se for o caso. A gente tem mostrado projetos alternativos para que não haja as desapropriações. A gente imagina que esse projeto não é do natalense como um todo. Somos favoráveis à Copa, à mobilidade como um todo, mas essa demora mostra que não há tempo das obras serem concluídas até a Copa”, constatou. Marcos tem uma casa de 300 metros quadrados no início da Avenida Capitão-Mor Gouveia. Ele perderá 12 metros da frente de sua casa. “Tirarão 144 metros quadrados do meu imóvel”, diz ele.

Marcos Reinaldo é incisivo nas críticas à prefeitura do Natal por causa dos atrasos. “A culpa é da prefeitura, que passou dois anos com um projeto engavetado, sem ser discutido com a sociedade. Quando nós tomamos conhecimento dos projetos, a gente se mobilizou. Quando tivemos acesso ao documento, percebemos que a prefeitura deixou de cumprir vários requisitos. Faltava a licença ambiental de todo o percurso, a área do mangue, próxima à Ponte de Igapó, merece proteção ambiental. Outro problema é a existência de pessoas carentes quemoram há 40 anos ali e serão desapropriadas. Mesmo ganhando abaixo de um salário mínimo, ainda hoje sequer há um plano de relocação dessas pessoas. Entraves como estes já deveriam ter sido resolvidos há muito tempo para que as obras pudessem ao menos estar sendo iniciadas agora”.

A audiência pública do município com os moradores que serão desapropriados aconteceu no dia 22 de junho. Após essa audiência, o município recebeu novo aval do Ministério Público para dar continuidade aos trâmites burocráticos para tocar as obras, ou pelo menos a fase inicial, um novo complexo viário no entorno da Urbana.

Alternativas

A Apac defende projetos alternativos de mobilidade em torno da Arena das Dunas. “Os moradores defendem, por exemplo, mão única na Cap-Mor Gouveia ou na Lima e Silva, que são paralelas. Outra alternativa que nós demos é que a ciclovia não seja instalada no meio da avenida. Sugerimos que fosse colocada noutra avenida, que tivesse menos movimento e que causasse um impacto menor nas desapropriações. Todas essas questões foram apontadas ao município. Desde outubro de 2011 a gente apresenta sugestões”, afirmou Marcos Reinaldo da Silva.

Desapropriados já buscam novas residências

Por trás da Urbana, na rua Compositor José Luiz, que já tem imóveis com decreto de imissão de posse emitidos e que já foram decretados de utilidade pública pelo município, os moradores já estão em busca de novos imóveis para morar. É o caso de Cristiane Francisca da Silva, 39 anos, que mora em Natal com o marido e duas filhas, mas que, por causa das desapropriações da Copa, será moradora de Parnamirim em breve. “Já estou até com as chaves da casa, esperando apenas pagar o último aluguel. Pelo preço que vou receber a minha, R$ 25 mil, só tem imóveis nesse valor lá em Parnamirim. Vou deixar de morar em Natal”, relatou ela.

No Bairro Nordeste, a prefeitura ofereceu aos moradores valores abaixo de mercado, relatam os moradores. Desde 1981 morando nas Quintas, a aposentada Terezinha Batista, 81 anos, afirmou que desconhece como está o andamento do projeto. Por receio de segurança, ela evita comentar quanto vai receber pela sua casa, mas falou sobre os trâmites burocráticos. “Uns dizem que não vai sair, outros dizem que nós sairemos daqui. Já pensava em sair daqui por causa do trânsito. Já tenho uma em vista e pretendo me mudar. Sou sozinha, eu e meu neto. Vamos sair mesmo que as obras não saiam”, relatou ela. Mesmo com imissões de posse, documento que permite ao município se apossar dos imóveis, por causa de um acordo feito pela prefeitura com o Ministério Público Estadual, que pediu para que ninguém fosse despejado de casa até que a população participasse de audiências públicas para discutir os projetos.

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