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FNDC divulga nota sobre situação da TV U e Superitendência de Comunicação da UFRN

O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação divulgou nota em apoio à luta dos servidores da Comunica da UFRN

O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) apoia a atuação dos/as servidores/as da Superintendência de Comunicação, gestora das emissoras de Rádio e TV Universitárias de Natal, além da Agência de Comunicação da UFRN, na defesa da comunicação pública.

Em um momento em que o país propõe o fortalecimento de políticas públicas de comunicação e em que a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) discute o seu modelo institucional, é inaceitável que uma universidade pública atue na contra-mão desse esforço.

Os/as servidores/as denunciam o desmonte da comunicação pública, a falta de condições de trabalho, as perseguições e à censura aos veículos públicos gerenciados pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Recentemente, o problema foi denunciado em carta aberta à reitoria e à sociedade (http://sintestrn.org.br/2015/wp-content/uploads/2015/09/CartaAbertaReitora.doc.pdf), na qual foram cobradas mais democracia e participação social na gestão da comunicação da universidade.

A Rádio Universitária FM, em seus 14 anos de existência, e a TV Universitária, no ar há 42 anos, são o embrião fundamental do sistema público de comunicação no Rio Grande do Norte. São as únicas emissoras abertas que podem se contrapor ao monopólio midiático privado que domina a paisagem comunicacional do estado, e que se repete em boa parte das cidades brasileiras.

Acreditamos que é fundamental que a reitoria reconheça o caráter público das duas emissoras, democratizando a gestão dos veículos e garantindo a participação da comunidade nas definições de sua gestão.

Pelas suas características constitutivas e missão pedagógica e transformadora, a universidade pública deve ter um compromisso ético com a criação de um ambiente midiático que não reproduza as distorções históricas da comunicação privada brasileira.

Para isso, deveria servir de referência, fazendo de seus veículos de comunicação o exemplo no qual a sociedade deve se pautar, ao contrário de simplesmente reproduzir relações de poder verticalizadas, que desprezam a participação da própria comunidade acadêmica e, de maneira mais ampla, excluem a contribuição da sociedade civil.

Brasília, 15 de setembro de 2015.

Educação e poder público interligados na grande rede

Foto: ticsunb.blogspot.com

Foto: ticsunb.blogspot.com

11/AGO/2015 – Banda larga para mais cidades do interior

Nos últimos três anos, a inclusão digital no Brasil aumentou em cerca de 80%, segundo o diretor geral da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, Nelson Simões, em sua palestra no seminário Motores do Desenvolvimento. Entretanto, no Rio Grande do Norte, ainda é preciso que se garanta internet de qualidade em áreas longe da capital. Simões acredita que pelo menos mais seis municípios do Estado recebam internet de banda larga.

Os municípios de Assu, Mossoró, Apodi, Caicó, Nova Cruz e João Câmara que possuem mais de 46 escolas, serão incluídos no projeto de ampliação de infovia de fibra ótica, pela necessidade de melhoria no ensino. Mais cinco municípios (Ceará-Mirim, Parnamirim, Natal, Macaiba e São Gonçalo do Amarante) aparecem no mapa e estão em fase de implantação da rede GigaMetrópole, que pretende interligar, além de instituições federais de ensino e pesquisa, cerca de 350 escolas até 2016.

O conceito de internet de qualidade é entendido como a capacidade de 100Mbps nas cidades do interior e 1Gbps na capital.

Infográfico: Tribuna do Norte

Infográfico: Tribuna do Norte

10/AGO/2015 – Investimento na formação de jovens

O diretor do Instituto Metrópole Digital (IMD), professor Ivonildo Rêgo, apresentou durante sua palestra toda a estrutura direcionada para a tecnologia da informação proporcionada pelo IMD, e também os importantes projetos desenvolvidos pela instituição como a rede Giga Natal que visa criar uma rede de fibra ótica nas cidades da Região Metropolitana e colocá-la à disposição de todos os serviços públicos locais. Segundo ele, o investimento nesse projeto é de R$ 20 milhões.

Além desse programa, o novo fruto do Metrópole Digital é o Talento Metrópole. A ação é voltada para jovens superdotados ou com altas habilidades em tecnologia da informação. Até agora, o programa selecionou nove jovens entre 300 candidatos que terão acompanhamento especializado para desenvolvimento de sua capacidade.

10/AGO/2015 – Educação e poder público interligados em uma grande rede

Dando prosseguimento a rodada de palestras do seminário “Motores do Desenvolvimento do RN”, a reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Ângela Paiva Cruz, falou sobre as ações dentro da universidade na área de tecnologia e elegeu uma prioridade para o setor no estado a elaboração de projeto para interligar áreas de ensino e Poder Público do Rio Grande do Norte através de rede.

A reitoria destacou que já está em funcionamento a Rede Giga Natal, que faz a interligação de  instituições de ensino e unidades dos governos municipal e estadual, e está em andamento projeto Giga Metrópole, que pretende implantar a rede região metropolitana de Natal.

Para Ângela Paiva, o Rio Grande do Norte é um dos estados brasileiros que ainda não possui uma infraestrutura completa de infovias. Para mudar esse cenário, a reitora propôs a união entre Governo Federal, Estadual e UFRN para discutir ações que possam viabilizar a interligação completa do estado. “Proponho que, ao fim desse seminário, façamos a formalização de um grupo de parceiros comprometidos com a agenda de atualização do diagnóstico e com a elaboração do Projeto Giga para o Rio Grande do Norte”, convocou.

10/AGO/2015 – Aldo Rebelo: investimentos em infovias

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, foi um dos palestrantes do seminário Motores do Desenvolvimento. Para ele, o Brasil está atrasado na área, mas está a frente dos demais países para recuperar o tempo perdido.

Aldo Rebelo falou sobre a importância de investimentos na área de tecnologia no país. Ele ressaltou que o Brasil está crescendo duas vezes mais do que o restante do mundo e falou sobre o papel do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para o desenvolvimento de novas tecnologias e infraestrutura nos estados.

Para o RN, Rebelo anunciou que o ministério vai colaborar para o desenvolvimento de infovias no estado e ressaltou a importância da instalação de uma rede interligando instituições governamentais e de ensino de Mossoró à região metropolitana de Natal, através do Projeto Giga – a rede experimental de alta velocidade.

10/AGO/2015 – Tecnologia e informação para o desenvolvimento

Começou nesta segunda-feira (10) em Natal mais uma edição do seminário “Motores do Desenvolvimento do RN”. Com o tema “UFRN: Tecnologia da Informação Acelerando o Desenvolvimento”, o encontro conta com a presença do ministro da Ciência e Tecnologia e inovação, Aldo Rebelo, que palestrou sobre a importância e trabalho desenvolvido pelo MCTI no país.

Estudos e importância da tecnologia da informação no desenvolvimento econômico do país serão tema de seminário. (Foto: Cledivânia Pereira)

Estudos e importância da tecnologia da informação no desenvolvimento econômico do país serão tema de seminário. (Foto: Cledivânia Pereira)

O evento também traz também a participação do diretor geral da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, Nelson Simões; o diretor de Sistema da UFRN, Gibeon Soares de Aquino; e o diretor do Instituto Metrópole Digital, Ivonildo Rêgo. A ideia é promover o debate sobre a importância da pesquisa como motor do desenvolvimento e a necessidade da tecnologia da informação para otimizar o sistema produtivo.

Realizado desde 2008, o Motores do Desenvolvimento do RN está em sua 24ª edição e já abordou assuntos como ideias sustentáveis para a indústria; educação básica e profissional; inovação e tecnologia; potencialidades da indústria potiguar; internacionalização, as oportunidades do novo aeroporto do estado, pesca e carcinicultura.

O Centro de Inovação e Sustentabilidade do Semiárido (CIIS)

O Centro de Inovação e Sustentabilidade do Semiárido (CIIS) é um projeto de extensão da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A iniciativa tem o objetivo de ser um espaço de desenvolvimento de pesquisas relacionados ao semiárido nordestino, mais especificamente com estudos no Rio Grande do Norte e que contribuam para uma maior sustentabilidade de atividades produtivas localizadas na área rural.

O projeto Centro de Inovação e Sustentabilidade do Semiárido (CIIS) funciona na zona rural do município de Caiçara do Rio do Vento (RN) a 100 km de Natal.

O projeto se justifica por buscar aproximar pesquisadores com o meio ambiente, economia e sociedade do sertão do Rio Grande do Norte, região essa que apresenta características especiais, merecendo atenção especial de pesquisas. O objetivo do CIIS é ser um espaço aberto para vários pesquisadores imaginarem pesquisas e atividades de ensino e extensão que contribuam para o desenvolvimento sustentável.

A aproximação com o sertão implica em organizações e pesquisadores identificarem o que pode ser pesquisado de modo a se promover uma maior sustentabilidade ambiental, econômica e social no sertão.

Espera-se que o desenvolvimento das pesquisas no CIIS colaborem para o desenvolvimento de atividades empreendedoras relacionadas ao desenvolvimento sustentável social, econômico e ambiental, iniciativas essas urgentes de serem pensadas no contexto atual no qual se observam os efeitos de estiagem, desertificação, mudança climática e desestruturação dos processos produtivos.

Mais informações podem ser obtidas através do telefone 84 99986-9173 com o professor Julio Rezende do Departamento de Engenharia da Produção (UFRN) ou pelo e-mail: juliofdrezende@hotmail.com.

Pesquisa no RN desenvolve medicamento para auxiliar no combate ao câncer de próstata

O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, ficando atrás somente do câncer de pele. Segundo informações do Instituto Nacional de Câncer (INCA), é o sexto tipo mais comum no mundo, representando cerca de 10% do total de cânceres em homens. Neste sentido, a médica e farmacêutica, Regina Carmen Esposito vem desenvolvendo um remédio homeopático que possa contribuir para a diminuição dessa estatística.

Medicamento desenvolvido pela médica e farmacêutica, Regina Esposito é homeopático, não tóxico e dinamizado. (Foto: Wallacy Medeiros)

Medicamento desenvolvido pela médica e farmacêutica, Regina Esposito é homeopático, não tóxico e dinamizado. (Foto: Wallacy Medeiros)

A pesquisadora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) utilizou um bioativo da folha do Melão de São Caetano para desenvolver o remédio homeopático. Durante os testes em laboratório, foi observado que as células de câncer humano morriam ao entrar em contato com o composto. Então, deu-se início aos testes clínicos.

Para a realização dos testes em humanos, Regina Esposito explica que não havia possibilidade de fazê-los em pacientes portadores de câncer. “Não seria ético”, avalia a pesquisadora. A solução encontrada foi a realização de testes em pacientes portadores de Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP), uma vez que essa doença causa o aumento da próstata de forma benigna. “A proposta do trabalho é dar o medicamento, acompanhar pelo ultrassom e acompanhar a Interleucina”, diz Esposito.

Pesquisadora da UFRN utilizou bioativo da folha do Melão de São Caetano para desenvolver remédio homeopático. (Foto; Wallacy Medeiros)

Pesquisadora da UFRN utilizou bioativo da folha do Melão de São Caetano para desenvolver remédio homeopático. (Foto; Wallacy Medeiros)

Para a pesquisadora, o grande desafio do projeto é encontrar pacientes compatíveis com todos os critérios exigidos, pois os homens ainda possuem dificuldade de procurar ajuda médica, em especial de um urologista. Para participar da pesquisa, o paciente deve ser homem, ter 45 anos ou mais, ter queixas urinárias e possuir pontuação adequada após aplicação de questionário específico.

Medicamento

O medicamento é homeopático, não tóxico e dinamizado. “Quando testei a toxicidade, se mostrou, sem ser tóxico, dinamizado. Ou seja, a dinamização manteve a ação”, observa. Um remédio ser dinamizado indica que houve diluições, excluindo a matéria, mas conservando a ação do medicamento. Segundo Esposito, seu medicamento é diluído “10 a -24, ou seja, não tem matéria, não tem Número de Avogadro lá dentro”, explica.

Projeto investe em criatividade com a reciclagem de móveis usados

Transformar monitores de computadores em lixeiras, televisões em estantes de livros e gavetas em tabuleiros de jogos. O trabalho realizado pelo Projeto “Reutilizar é bem melhor” é árduo, mas além de incentivar o reaproveitamento de utensílios antigos, a iniciativa investe em criatividade.

Promovido pela Diretoria de Material e Patrimônio (DMP), o “Reutilizar” teve início em março de 2014 e conta com a colaboração de bolsistas do curso de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. O projeto é coordenado pelo diretor do Departamento de Material e Patrimônio (DMP) e diretor substituto do Setor de Patrimônio, Vinícius Magnata Pino.

Magnata lembra que o DMP sempre recebeu os materiais descartados pela comunidade acadêmica, como armários, mesas e cadeiras. “Os objetos normalmente eram leiloados, mas percebemos que muitos móveis tinham condição de serem reaproveitados dentro da própria UFRN”, afirma.  A quantidade de material descartado é muito grande, mas o “Reutilizar” conseguiu reaproveitar uma parcela significativa dos objetos.

 Projeto “Reutilizar é bem melhor” incentiva reaproveitamento de utensílios antigos. (Foto: Vinícius Magnata)

Projeto “Reutilizar é bem melhor” incentiva reaproveitamento de utensílios antigos. (Foto: Vinícius Magnata)

Blog

Para divulgar as atividades do projeto, o grupo criou um blog, onde estão disponíveis fotos e textos sobre os materiais reformados. Vinícius lembra que o endereço eletrônico permite uma maior interação não só com a comunidade acadêmica, mas com o público em geral.

No final do ano passado, a equipe do “Reutilizar” disponibilizou no blog o balanço das atividades feitas em 2014. No total foram 719 equipamentos restaurados. Os materiais mais recebidos foram: cadeiras, estantes, mesas, armários e monitores. Outro destaque do primeiro ano do projeto foi a participação na Semana de Ciência, Tecnologia e Cultura da UFRN, a Cientec. O “Reutilizar” expôs alguns trabalhos no estande da Superintendência de Infraestrutura. Confira o blog: www.reutilizar-ufrn.blogspot.com.br.

 

Superação: Aos 22 anos, potiguar ex-aluno de escola pública cursa doutorado na USP

Jocelânio Wesley de Oliveira nasceu no município de Doutor Severiano, interior do Rio Grande do Norte, onde passou parte da vida morando com a avó. Lá ele descobriu o talento para a Matemática no 1º ano do ensino médio na Escola Estadual Cristóvão Colombo de Queiroz, durante a primeira edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), em 2005. Ele acertou 15 das 20 questões da primeira fase das Olimpíadas e ficou em primeiro lugar no ranking geral da escola. No 2° ano do ensino médio, o jovem acertou 19 das 20 questões da primeira fase e recebeu medalha de bronze por sua colocação nacional.

Hoje, com apenas 22 anos de idade, Jocelânio  cursa doutorado em Estatística na Universidade de São Paulo (USP). A sua carreira acadêmica começou em 2008 quando ingressou no curso de Ciências da Computação na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Nesse período, foi bolsista do Programa de Iniciação Científica e Mestrado (PICME) e foi orientado pelo professor Pledson Guedes de Medeiros, que o fez ter mais contato com a área de Estatística.

Com 22 anos, Jocelânio Wesley de Oliveira cursa doutorado em Estatística e quer ser professor universitário. (Foto: Anastácia Vaz)

Com 22 anos, Jocelânio Wesley de Oliveira cursa doutorado em Estatística e quer ser professor universitário. (Foto: Anastácia Vaz)

Desistiu de Ciências da Computação e passou em 1° lugar no curso de Estatística da UFRN em 2011. A bolsa do PICME foi de extrema importância na carreira acadêmica de Jocelânio, que conseguiu terminar dentro do tempo previsto um dos cursos que possui altas taxa de desistência e reprovação.

O estudante teve a oportunidade de receber a bolsa de mestrado ainda enquanto estava no curso de Estatística, o que deu a ele a chance de concluir a graduação e o mestrado no mesmo ano. Ele afirma que tem consciência das várias oportunidades que existem na área em que atua, principalmente com a experiência que adquiriu ao longo dos anos de estudo. Para Jocelânio, o caminho que escolheu teve um peso importante na escolha da sua carreira. “Penso apenas em fazer um bom doutorado para, no futuro, ser professor universitário”, declara.

 

Ministério da Educação aponta UFRN como a melhor do Norte/Nordeste

Notícia publicada na Tribuna do Norte:

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) é, pela terceira vez seguida, a melhor universidade do Norte e Nordeste, segundo o Índice Geral de Cursos (IGC), indicador de qualidade de instituições de ensino superior. No ranking nacional, entre 228 instituições avaliadas, a UFRN ocupa a 19ª posição, atrás apenas de instituições de ensino do Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Distrito Federal e Rio de Janeiro.

O índice é calculado a partir de avaliações dos programas de pós-graduação, da distribuição dos universitários entre os diferentes níveis de ensino e do rendimento dos alunos de cada instituição no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) de 2011 a 2013.

Baseada nesse conjunto de parâmetros, a nota do IGC pode variar de 1 a 5. A UFRN alcançou 4, pontuação que vem atingindo desde que o Ministério da Educação (MEC) passou a calcular o IGC, em 2007.

Reitoria UFRN. (Foto: www.novojornal.jor.br)

Reitoria UFRN. (Foto: www.novojornal.jor.br)

Para ter o ensino avaliado como satisfatório, as instituições  precisam tirar nota 3 ou superior. Já as que tiram notas 1 ou 2 estão sujeitas a acompanhamento de perto do MEC, que pode penalizá-las com a diminuição do número de alunos por curso e até no processo de abertura de novos cursos.

Segundo o último IGC, que coloca a UFRN como a melhor universidade do Norte e Nordeste e a 19ª de todo o Brasil, as três melhores universidades do país são as federais do Rio Grande do Sul (UFRGS), do ABC (UFABC), em São Paulo, e de Lavras (UFV), em Minas Gerais.

Nas regiões Norte e Nordeste, o segundo lugar ficou com a Universidade Federal do Ceará (UFC) e, o terceiro, com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

O IGC é divulgado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)/MEC, imediatamente após a divulgação dos resultados do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes, cuja prova é utilizada para formar o índice conhecido como Conceito Preliminar de Curso (CPC), calculado, por sua vez, no ano seguinte ao da realização do Enade de cada área, com base na avaliação de desempenho de estudantes, corpo docente, infraestrutura, recursos didático-pedagógicos e demais insumos.

IGC – UFRN

ANO    PONTUAÇÃO
2007    338
2008    340
2009    341
2010    3,49
2011    3,6601
2012    3,6773
2013    3,6755

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Reitora da UFRN é reeleita com 80% dos votos

Notícia publicada no portal G1 RN:

A Comissão Eleitoral do Processo de Consulta à Comunidade Universitária para Escolha de Reitor e Vice-Reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) anunciou às 22h40 desta terça-feira (11) o resultado da eleição que escolheu o futuro reitor da instituição. A Chapa 2 – ‘Avanços e Desafios’, representada pela professora Ângela Paiva Cruz, venceu o pleito com o total de 10.353 votos. A Chapa 1 – ‘Alma Mater’, representada pelo professor Carlos Chesman de Araújo Feitosa, recebeu 2.480 votos.

Depois de anunciar o resultado, o presidente da Comissão, professor Graco Aurélio Câmara de Melo Viana, afirmou que o pleito transcorreu de forma tranquila em Natal e no interior do estado. “Agora, a Comissão vai aguardar o prazo de 48 horas destinado a interposição de recursos. Na sexta-feira, dia 15, a Comissão volta a se reunir e, não havendo recursos a julgar, será homologado o resultado final e encaminhado para o Conselho Universitário”, acrescentou.

Reitora da UFRN Ângela Paiva. (Foto: www.natal.rn.gov.br)

Reitora da UFRN Ângela Paiva. (Foto: www.natal.rn.gov.br)

O último ato da Comissão será na próxima reunião do Conselho Universitário, quando será feito o relato do processo de consulta. Cabe ao Consuni o encaminhamento da Lista Tríplice para o Ministério da Educação (MEC). A nomeação de reitor é feita pela Presidência da República. O novo reitor assumirá a gestão da UFRN para uma gestão de 4 anos, a partir de maio de 2015.

Números Finais da Eleição:
Total de eleitores aptos: 43.463
Total de votantes: 13.105
Chapa 1 – Alma Mater: 2.480 votos
(Carlos Chesman de Araújo Feitosa, juntamente com o candidato a vice-reitor Rubens Eugênio Barreto Ramos)
Chapa 2 – Avanços e Desafios: 10.353
(Ângela Maria Paiva Cruz, juntamente com o candidato a vice-reitor José Daniel Diniz Melo)
Votos Brancos: 75
Votos Nulos: 197

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Disciplina oferecida em universidade federal do RN promove respeito as diferenças étnicas

Uma disciplina oferecida aos alunos de Pedagogia do Centro de Ensino Superior do Seridó (CERES), em Caicó, quer combater o racismo na escola e fora dela. O componente curricular “Educação para as Relações Étnico-raciais” discute com os futuros pedagogos estratégias para promover uma convivência verdadeiramente humanizada em sala de aula: mais solidária e livre de preconceitos.

A iniciativa pretende construir entre os profissionais uma consciência crítica em relação às questões étnico-raciais, explica a professora Maria de Fátima Garcia, titular da cadeira e docente do Departamento de Educação do CERES – unidade da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). “Hoje a disciplina não é obrigatória, mas os estudantes têm procurado muito”, diz. “Há um interesse grande e os alunos são muito abertos a compreender, porque eles se sentem, como brasileiros, parte disso”, complementa.

A proposta visa resgatar, como política afirmativa, a contribuição de indígenas, africanos e seus descendentes para a formação social, econômica e política do Brasil, além de incentivar uma prática pedagógica que promova a igualdade racial na escola e na comunidade.

“A educação para as relações étnico-raciais resgata e trabalha de forma diferenciada a história do Brasil contada até então. O país é composto por 51% de negros e pardos, mas nos postos de trabalho da nossa sociedade essa representação não aparece”, analisa Fátima Garcia. “O que tem acontecido na Educação Básica que negros, pardos, indígenas e mestiços não estão chegando a ocupar postos de poder?”, questiona.

Mais que importante, discutir o tema durante a formação de educadores tornou-se necessidade. Duas leis nacionais, em 2003 e 2008, incluíram o estudo da história e da cultura afro-brasileira e indígena no currículo de estabelecimentos de ensino fundamental e médio do país. A obrigatoriedade de abordar os temas em sala – mais especificamente nos conteúdos de história, literatura e educação artística – exige que a academia produza conhecimento sobre a matéria e oriente novos e antigos profissionais.

Disciplina discute com futuros pedagogos estratégias para promover uma convivência verdadeiramente humanizada em sala de aula. (Foto; Anastácia Vaz)

Disciplina discute com futuros pedagogos estratégias para promover uma convivência verdadeiramente humanizada em sala de aula. (Foto; Anastácia Vaz)

“Temos que formar professores para que eles possam trabalhar o assunto desde a educação infantil”, afirma Fátima. “Hoje, há uma boa produção bibliográfica a respeito, produções acadêmicas e grupos de estudos. Os educadores, de maneira geral, já estão narrando uma outra história do Brasil, uma história crítica em relação à constituição do povo brasileiro e à contribuição dos africanos e indígenas”, avalia.

Pesquisa-ação

Além da disciplina optativa oferecida no curso de Pedagogia, duas pesquisas conduzidas no CERES Caicó também abordam a educação para as relações étnico-raciais. Igualmente liderados pela docente Maria de Fátima Garcia, os estudos – que se encontram ainda em fase inicial – pretendem investigar a inclusão dos alunos negros na educação básica e no ensino superior.

O primeiro quer acompanhar a porcentagem de crianças negras em escolas de ensino Fundamental e Médio da região. O segundo tem a intenção de avaliar o acesso e a permanência  de estudantes negros na UFRN. “As análises se complementam. Como está sendo o percurso dessas pessoas até a universidade? Onde está havendo quebra? Há evasão? O que a escola está fazendo?”, exemplifica a professora.

A metodologia proposta é a pesquisa-ação, que não apenas levanta dados mas apresenta soluções para eventuais problemas identificados durante as sondagens. A ideia é transformar a realidade estudada ao mesmo tempo em que se desenvolvem os exames. “À medida que se detectam lacunas, entraves, a Universidade oferece sua contribuição para resolver as questões”, explica a coordenadora. “Se vamos à escola e percebemos que alunos sofrem preconceito por conta de sua religiosidade, já realizamos uma intervenção, que pode ser cursos para os professores, projetos que trabalhem com os pais ou uma ação diferenciada com as crianças”, esclarece.

Gillyane Dantas dos Santos é aluna do sexto período de Pedagogia no CERES e trabalha no projeto conduzido por Fátima Garcia. A estudante participa da aplicação de questionários com discentes da UFRN para identificar a composição étnico-racial dos universitários. A partir dos resultados, descreve Gillyane, a pesquisa investigará relatos de possíveis discriminações sofridas por alunos negros no ambiente acadêmico.

“É preciso desmistificar a noção de que na universidade as relações são totalmente diferentes, porque a gente sabe que não é”, comenta. “O assunto é silencioso mas, quando você fala sobre ele, começam a aparecer vários casos e opiniões”, avalia.

A estudante atuou em outra iniciativa de extensão da UFRN, que trabalhava a cultura quilombola em uma escola de comunidade negra no Seridó. Gillyane considera relevante envolver-se com questões relativas às relações étnico-raciais desde a graduação. “Pretendo continuar trabalhando esse ponto, não só na universidade mas quando for atuar em sala de aula. Muitos professores não tiveram esse suporte na formação, então é preciso também oferecer cursos a esses profissionais para o cenário evoluir”, acredita.

Os estudos integram as ações do Grupo de Pesquisa e Laboratório de Educação Aplicada às Novas Tecnologias e Estudos Étnico-Raciais (LENTE) do CERES. Fátima Garcia evidencia que as atividades do grupo buscam a humanização do convívio na educação. “As diferenças costumam ser motivo para violência, e a escola não pode conviver com essas agressões”, defende. “Quem sofre a violência tem sua autoestima abalada e isso atinge diretamente a aprendizagem, porque a inteligência dessa pessoa fica aprisionada. Se não fizermos nada, estaremos contribuindo para que cresçam as desigualdades”, analisa.

Com informações da Agecom UFRN

Cemitérios e milagreiros revelam memória de cidades no Seridó potiguar

Agecom/UFRN:

“Este é o meu parque de diversões”, diz Lourival Andrade Júnior enquanto circula com familiaridade entre os túmulos do Cemitério São Vicente de Paula, em Caicó. Professor de História do Centro de Ensino Superior do Seridó (CERES) – unidade da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) –, Lourival encontra com facilidade as sepulturas do local, sobre as quais é capaz de comentar desde os aspectos artísticos do jazigo até as histórias familiares das pessoas enterradas ali. “Este espaço é um documento vivo. Aqui eu me sinto bem. Não digo religiosamente, mas do ponto de vista da pesquisa. Me sinto melhor aqui do que em um arquivo, com aquele cheiro que me dá até rinite”.

O docente lidera no CERES o estudo Cemitérios do Seridó, que pretende reconhecer a memória das cidades da região pelas características de seus cemitérios. “Fazemos uma análise social, uma leitura. Procuramos a sensibilidade do lugar”, explica.

Estudo identifica diferenças sociais nos cemitérios do Seridó. (Fotos da matéria: Anastácia Vaz)

Estudo identifica diferenças sociais nos cemitérios do Seridó. (Fotos da matéria: Anastácia Vaz)

Lourival acredita que as sepulturas eternizam as pessoas, preservam memórias que uma pesquisa não encontraria em fontes consideradas convencionais pelos historiadores, como os processos criminais ou os atestados de óbito. O professor já esteve em todos os cemitérios da região, composta por 23 municípios, e guarda um banco de dados com mais de 6 mil fotos de tumbas. O que mais lhe chama atenção, é que, em todos os locais visitados, é possível perceber claramente as diferenças sociais.

“O Seridó demarca muito bem o espaço social de poder dentro do cemitério. Quem manda e quem não manda, tudo está aqui. As famílias mais poderosas têm túmulos mais suntuosos, as menos abastadas têm covas rasas, simples, mais baratas”, analisa. “As pessoas dizem que o bom da morte é que ela iguala todos. Como assim? Este aqui é igual àquele lá?”, provoca, apontando para uma sepulcro azul, alto e imponente, em formato de torre gótica, e depois para um jazigo vizinho, ao nível do chão, modestamente decorado com pequenas plantas.

“O cemitério é a representação da cidade: dos seus poderes, da sua cultura, da sua sociedade e da sua economia”, continua. “É a memória viva. Lembro sempre a meus alunos: quem constrói o túmulo não é o morto, mas os vivos. Eles reproduzem na obra tumular o que o morto tinha. É a única forma, em muitos casos, da manutenção da memória desse sujeito”, avalia.

Professor Lourival Andrade Júnior já esteve em todos os cemitérios do Seridó.

Professor Lourival Andrade Júnior já esteve em todos os cemitérios do Seridó.

Milagreiros

Outra peculiaridade dos cemitérios do Seridó, segundo Lourival, é a grande quantidade de milagreiros mortos, pelos quais as pessoas criam devoção e aos quais creditam realizações sobrenaturais. O mais famoso deles, relata o docente, é Dr. Carlindo Dantas, médico e deputado estadual assassinado em 1967, que atrai anualmente milhares de devotos a sua sepultura no Cemitério Campo Jorge, em Caicó, em busca de cura para problemas de saúde.

Quando vivo, Carlindo Dantas era conhecido como médico dos pobres. Histórias suas narravam atendimentos espetaculares, a exemplo de um parto em que teria usado os faróis de seu carro para iluminar o interior de uma casa de taipa, sem luz elétrica, através de um buraco que ele mesmo havia aberto na parede. Depois, segundo se conta, o deputado caicoense ainda enviava roupas e alimentos à família necessitada.

O político foi acusado de encomendar a morte de um outro médico da região, Onaldo Queiroz, o que lhe fez ser preso e, depois, liberto por falta de provas. Solto, anunciou em uma entrevista na rádio local que provaria quem eram os verdadeiros assassinos de Onaldo. No mesmo dia, foi morto a tiros, na entrada de um tradicional clube da cidade.

Sepulturas eternizam pessoas e preservam memórias.

Sepulturas eternizam pessoas e preservam memórias.

Um estudo conduzido no CERES investiga especificamente o fenômeno dos milagreiros, intitulado Crime e Devoção, igualmente coordenado por Lourival Andrade Júnior. “Em 1967 houve muitos homicídios em Caicó. Porque só Carlindo Dantas se tornou um morto especial? A gente reconstitui o universo desse sujeito para entender como o povo o nomeia um milagreiro de cemitério”, esclarece.

Um dos fatores avaliados pela pesquisa é a morte trágica. “É o reviver do martírio, da tragédia cristã. A morte trágica purga os pecados do vivo. Quanto mais sofrida a morte, maior a possibilidade de se tornar um milagreiro”, aponta o professor. A diversidade de crenças religiosas e a flexibilidade das pessoas em relação ao sagrado também são identificados como fatores que colaboram para o surgimento das devoções.

Lourival defende a importância de se analisar a relação das pessoas com o sagrado, de interpretá-las a partir de suas crenças. “Entender os milagreiros é fazer a composição cultural de um povo. Entre todas as coisas, aquilo que mais movimenta a humanidade é a cultura. Não é a economia, não é a política, mas a cultura, que é mais permanente, mais difícil de ser mudada”, avalia. “A religiosidade é um dos aspectos mais específicos da cultura. Compreender esses espaços de devoção, tanto católicos tradicionais quanto católicos populares, como a gente chama, é fundamental para entender a sociedade”, analisa.