Author Archives: Neli Terra

About Neli Terra

Neli Terra é jornalista dos setores jurídico e energético (renováveis, O&G), apresentadora e diretora de TV, mãe, madrasta, esposa, filha, irmã. Gaúcha. Movida por desafios.Andarilha por natureza. Apaixonada pelos animais, sonha com um mundo onde todos convivam com respeito e harmonia.

MP investiga shows pagos por prefeituras do RN

Publicado no blog do jornalista Roberto Guedes, no Portal Nominuto:

FESTAS JUNINAS – O ministério público potiguar está investigando a contratação de grupos musicais pelas prefeituras de Alto do Rodrigues, Assu, Caicó, Campo Grande, Caraúbas, Felipe Guerra, Guamaré, Jardim do Seridó, Macau, Parnamirim, Riachuelo, São Miguel. Sobre os contratos paira a suspeita de irregularidades, a exemplo das cometidas na Paraíba e focalizadas nos últimos dias pela Rede Globo de Televisão.

 

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Natal – obras da Copa 2014 ainda têm início indefinido

Matéria da edição deste domingo (29.07.12) no Diário de Natal avalia a situação das obras de mobilidade prometidas para a Copa de 2014 em Natal. Confira:

Uma verdadeira novela que até agora não tem previsão se terá final feliz. A constatação é negativa: as obras de mobilidade da Copa do Mundo em Natal parecem distantes de se tornar reais. Fato. O Poti/Diário de Natal registrou todo o processo de anúncio, lançamento e modificação de editais, vai-e-vem de responsabilidades e pendências do serviço público que travam o andamento das obras. Pior de tudo: nenhuma pá de cimento ou asfalto foram colocados de modo que, hoje, a dois anos do Mundial, signifiquem realmente alguma melhoria para os natalenses ou visitantes que vão assistir aos jogos no futuro estádio Arena das Dunas, que se ergue há um ano e que terá o pontapé inicial dado no primeiro jogo, em 13 de junho de 2014. Infelizmente as notícias quase sempre são desanimadoras e mostram que muito pouco do que se previu sairá dos escaninhos e gavetas dos gestores públicos.

Nem parece aquele maio de 2009, quando a ex-governadora Wilma de Faria e a prefeita de Natal, Micarla de Sousa, subiram em um palco montado no calçadão da praia de Ponta Negra para comemorar de mãos dadas, com a multidão que se vestiu de amarelo e verde, o anúncio da FIFA que apontava Natal como uma das sedes da Copa 2014. Por sinal, o mesmo calçadão que, se a Copa fosse hoje, seria visto destruído pelos turistas. Não obstante a ganhar um estádio de futebol novinho em folha (e multiuso, como preferem dizer governo e construtora), a Copa seria a redenção de Natal, a oportunidade única de se tornar realmente uma grande metrópole. Uma capital modelo, por assim dizer. Não faltaram assinaturas, muita conversa e pouca ação.

Passados mais de três anos após o anúncio de Natal como sede do Mundial da Fifa, a capital do Rio Grande do Norte pouco tem o que comemorar no que se refere a legado da Copa. As obras que já estão sendo tocadas e que foram incluídas na Matriz de Responsabilidades (Aeroporto de São Gonçalo e prolongamento da Prudente de Morais) foram iniciadasantes do anúncio como sede. Depois daquele maio de 2009, eles – agentes públicos, prometeram centenas de cursos de qualificação de idiomas, hotelaria, turismo, eventos, mais segurança para a população, aumento da infraestrutura hospitalar, novas e largas avenidas para que o trânsito flua bem. A mobilidade, até agora, não passou do recapeamento de 27 ruas nas Quintas e no Bairro Nordeste, que convenhamos estão a considerável distância do palco principal da festa do futebol, a Arena das Dunas. Essas obras só serão realmente viáveis se servirem de desvio quando (e se) for montado o canteiro do Complexo Viário da Urbana.

Hoje, Natal já ganha com a Copa. Ganha mais holofotes da mídia nacional, fiscalizações de tribunais de contas, órgãos controladores, entraves com Ministério Público e indisposição com a Fifa e Governo Federal, que financia boa parte do orçamento para o evento. Natal sempre aparece como a mais atrasada, a mais incapaz de tocar projetos, a que tem mais incompetencia para apresentar projetos de contrapartida e garantir verbas já asseguradas em Brasília. A título de exemplo, o projeto de mobilidade do lote 1 (Corredor Estrutural Oeste), feito pela prefeitura e submetido à Caixa Econômica Federal voltou pelo menos cinco vezes para reavaliar. Antes disso, o município licitou o lote sem ao menos ter noção de quanto realmente seria gasto. Fez a licitação apenas com projeto básico, sem o necessário projeto executivo e orçamentário.

O Complexo Viário da Urbana solucionaria os engarrafamentos em direção à Zona Norte e ao novo aeroporto. Agora pouco se fala em ampliação do Porto de Natal, construção do Terminal Marítimo de Passageiros. Nada mais se diz sobre as obras do lote 2, aquelas intervenções ali mais próximas à Arena, em Lagoa Nova, Candelária e na BR-101. Tampouco se sabe sobre a viabilidade do ousado Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), que seria uma espécie de metrô e, conforme anunciou recentemente o Governo do Estado, passará a ser apenas um novo trilho substituindo a velha ferrovia da CBTU. Sorte sea previsão se confirmar: transportar 50 mil usuários diariamente. A realidade é que, infelizmente, o tão sonhado legado da Copa deve ficar menos nas ruas e mais nos discursos para promoção político-administrativa. A sociedade natalense sabe que o discurso não colou. A Copa seria a redentora. Seria. Até agora, não foi.

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105 municípios potiguares pedem reforço de tropas federais para as eleições

Até o momento, 43 zonas eleitorais do Rio Grande do Norte pediram reforço de tropas federais para guarnecer os locais de votação. Isso representa um total de 105 municípios, nos quais a Justiça Eleitoral, representada pelos juízes eleitorais, entendeu que não há como garantir a segurança do pleito apenas com a polícia local.

Já foi entregue à governadora do Estado do RN um ofício da Presidência do TRE, consultando sobre a possibilidade de que a segurança do pleito nesses municípios seja garantida, exclusivamente, pela Polícia Militar do Estado. A resposta da governadora deverá subsidiar eventuais pedidos de tropas federais que serão analisados pela Corte Eleitoral e, posteriormente, encaminhados para deliberação definitiva pelo Tribunal Superior Eleitoral. Somente com a aprovação do TSE, e depois de percorridas as etapas de consulta ao Governo do Estado e aprovação da Corte local, é que as tropas federais serão encaminhadas para os municípios solicitantes.

Os juízes que pediram reforço federal são das seguintes zonas Eleitorais: 5ªZE (Bom Jesus, Ielmo Marinho e Macaíba), 6ªZE (Ceará-Mirim e Extremoz), 7ªZE (São José de Mipibu), 8ªZE (São Paulo do Potengi, São Pedro, Santa Maria e Riachuelo), 9ªZE (Goianinha, Tibau do Sul e Espírito Santo), 11ªZE (Baía Formosa, Canguaretama e Vila Flor), 12ªZE (Nova Cruz e Lagoa d’Anta), 13ªZE (Santo Antônio, Jundiá, Lagoa de Pedras, Passagem, Serrinha e Várzea), 15ª ZE (Monte das Gameleiras, São José do Campestre e Serra de São Bento), 17ªZE (Caiçara do Rio do Vento, Lajes e Pedra Preta), 18ªZE (Angicos e Fernando Pedroza), 19ªZE (São Tomé, Lagoa de Velhos, Barcelona e Ruy Barbosa), 20ªZE (Currais Novos, Cerro Corá e Lagoa Nova), 22ªZE (Acari), 25ª ZE (Caicó), 27ª ZE (Jucurutu), 29ªZE (Assu, Itajá, Ipanguaçu, Carnaubais e Porto do Mangue), 30ªZE (Macau e Guamaré), 32ªZE (Areia Branca, Grossos e Tibau), 33ª ZE (Mossoró e Baraúna), 34ª ZE (Mossoró e Serra do Mel), 35ª ZE (Apodi, Felipe Guerra, Itaú, Severiano Melo e Rodolfo Fernandes), 36ªZE (Caraúbas), 38ªZE (Serrinha dos Pintos e Antônio Martins), 39ªZE (Umarizal e Olho d’Água dos Borges) e 40ªZE (Pau dos Ferros, Rafael Fernandes e São Francisco do Oeste), 41ªZE (Alexandria, Pilões e João Dias), 42ªZE (Luís Gomes e José da Penha), 44ª ZE (Brejinho, Lagoa Salgada e Monte Alegre), 45ªZE (Timbaúba dos Batistas e São Fernando), 47ªZE (Pendências e Alto do Rodrigues), 48ªZE (Pedro Avelino, 50ª ZE (Parnamirim), 53ªZE (Boa Saúde, Serra Caiada, Sítio Novo e Tangará), 54ªZE (Afonso Bezerra), 55ª ZE (Almino Afonso, Lucrécia, Frutuoso Gomes e Rafael Godeiro), 57ªZE (Governador Dix-Sept Rosado), 58ªZE (Janduís), 59ªZE (Jardim de Piranhas), 60ª ZE (Marcelino Vieira e Tenente Ananias), 62ªZE (Poço Branco), 66ª ZE (Arez e Senador Georgino Avelino), 68ªZE (Campo Redondo, Coronel Ezequiel, Jaçanã, Lajes Pintadas e São Bento do Trairi).

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Morre fundador da fábrica de refrigerantes Dore

O corpo do empresário Walter Byron Dore, 87 anos, que faleceu no início da madrugada deste domingo (29), está sendo velado na Capela Central do cemitério Morada da Paz, em Emaús. Familiares e amigos prestam as últimas homenagens ao empresário fundador da fábrica de refrigerantes Dore, uma das mais importantes marcas do segmento no Nordeste.

O ex-senador Fernando Bezerra esteve no velório e contou que conhecia Walter Dore há muitos anos. Para Bezerra, a morte de Walter é uma perda para o Estado. “Quando fui presidente da Fiern [Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte], tive o apoio incondicional de Walter. Ele é um exemplo de empresário que deve ser seguido. Sua morte é uma perda para o Estado. Fica o exemplo de amor à família e ao trabalho”, colocou.

O deputado estadual Ezequiel Ferreira, vizinho da família, disse que, apesar da idade avançada, Walter Dore continuava trabalhando. “Moramos no mesmo prédio e sou testemunha que ele trabalhava todos os dias. Walter é um homem vitorioso que deixa uma legião de amigos e admiradores de seu trabalho”.

Herbert Dore, filho do empresário, explicou que o pai dele faleceu em casa em decorrência de problemas de insuficiência renal. Herbert disse ainda que Walter Dore, mesmo com a saúde debilitada, trabalhava dois turnos: manhã e tarde, e dividia a atenção entre as fábricas localizada em Natal e João Pessoa/PB. “Ele só deixou de trabalhar há uns 40 dias, pois realmente não tinha mais condições”, disse. Para o filho, a maior lição deixada pelo pai é a força de vontade e amor pela família. “Fica a lição da força de vontade que ele tinha de trabalhar e o amor que ele sentia por todos nós”.

Às 14h, na Capela Central do Morada da Paz, será celebrada uma missa. Logo em seguida, por volta das 15h, ocorrerá o sepultamento. Walter Dore era casado e deixa viúva a esposa Luzia Dore. O casal tem quatro filhos, 10 netos e 12 bisnetos. Walter Byron Dore era diretor emérito da Fiern iria completar 88 anos em setembro.

Walter Byron Dore era diretor emérito da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern) e iria completar 88 anos em setembro (foto Aldair Dantas)

 

Obras de duplicação da estrada Mossoró/Tibau são iniciadas

O Governo do Estado iniciou neste sábado (28), as obras de duplicação da estrada Mossoró/Tibau. Serão investidos R$ 39 milhões, segundo o Departamento de Estradas de Rodagem (DER).

A governadora Rosalba Ciarlini acompanhou o começo dos serviços, que serão feitos através de duas frentes: uma vai sair de Tibau e a outra no sentido Gangorra/Mossoró. “Essa estrada é importante para o turismo e escoamento do sal, dois setores importantes da nossa economia”, exaltou a Governadora.

Segundo o chefe do escritório do DER, Newton Rego, o projeto de duplicação inclui faixa para ciclistas. “Teremos acostamento de 7 metros de cada lado da estrada e isso vai facilitar a viagem dos ciclistas”, explicou, acrescentando que o trecho urbano vai ter, ainda, dois calçadões para que os turistas e moradores de Tibau possam fazer caminhadas com segurança.

Governadora Rosalba Ciarlini acompanha visita às obras da rodovia (foto Nominuto)

O diretor do DER, Demétrio Torres, que percorreu, ao lado da Governadora, todo o trecho onde as máquinas estão fazendo o desmatamento da área para a duplicação, disse que a previsão de conclusão da obra é meados do próximo ano. “Acreditamos que até as férias de julho de 2013, a estrada já estará pronta”, disse.

Serão duplicados 28km do entroncamento da BR-304/RN 013 até a entrada de Tibau.

Secretário de Desenvolvimento Econômico dá furo geográfico

Deu na coluna de Eliana Lima, na Tribuna do Norte: 

Para Benito Gama, praias do norte potiguar são do sul.

Acredite se quiser, o secretário-baiano que comanda o Desenvolvimento Econômico do RN, Benito Gama, postou no Twitter que as praias do litoral norte são do litoral sul. E estava ao lado do secretário de Turismo, Renato Fernandes.

E, apesar de secretário estadual, para ele o litoral norte é de Natal, não do Estado…

Benito Gama  Benito Gama @benitogama Agora sobrevoar Gracandu, genipabu, pitangui e touros no litoral sul de Natal.

Foi corrigido pelo jornalista Fred Carvalho:

Fred CarvalhoFred Carvalho ‏@fredcarvalhorn Praias do litoral Norte, secretário. Abraço // @benitogama Agora sobrevoar Gracandu, genipabu, pitangui e touros no litoral sul deNatal.

E agradeceu, com aquele…(sic):

Benito Gama  Benito Gama @benitogama @fredcarvalhorn obrigado, ja corregir (sic).

E ainda deu àquela ironizadinha básica:

Benito Gama  Benito Gama @benitogama Como voces podem ler hoje estou trabalhando duro..kkkk

A propósito: e o helicóptero seria o Potiguar I, da Polícia Militar, que estava parado por falta de seguro e esta semana foi feito um contrato de emergência, sem licitação???

E com tantos voos e sobrevoou, foram pelo ar os acentos…

Com hospitais superlotados no RN, mães dão à luz em cadeiras; espera em emergência chega a 24h

Do UOL em Natal:

Com a crise na saúde pública e a greve dos médicos, que já dura 80 dias no Rio Grande do Norte, os pacientes que necessitam de atendimento de emergência estão sofrendo com a demora nos hospitais de Natal.

Relatos colhidos pelo UOL apontam que a demora para receber o primeiro atendimento chega a 24 horas no hospital Walfredo Gurgel, maior emergência do Estado. Além disso, os pacientes são obrigados a ficarem internados em macas de hospitais pelos corredores por conta da falta de leitos.

Corredores do Hospital Walfredo Gurgel, maior do RN, localizado em Natal, estão superlotados. Faltam leitos nas enfermarias da unidade (foto: Carlos Madeiro/UOL)

Há problemas de superlotação também nos hospitais pediátricos e maternidades, com registro de mortes de mães e bebês.

A dona de casa Terezinha Bezerra Costa, 51, contou que passou 24 horas sentada em uma das cadeiras da recepção do Walfredo Gurgel, quando finalmente foi transferida para uma das macas no corredor do hospital. Na noite do último dia 12, Costa reclamou à reportagem da demora na assistência médica. “Passei a noite gemendo de dor, com esse braço inflamado devido às várias fístulas e abcessos. Estou com febre e apenas uma enfermeira passou por aqui para dar uma olhada, mas os médicos passam e não param para me atender.

Greve dos médicos aumenta espera de atendimento de doentes nos corredores do Hospital Walfredo Gurgel. Espera por atendimento chega a 24 horas(foto: Carlos Madeiro/UOL)

Segundo relato do médico anestesista Madson Vidal, duas gestantes morreram em junho em busca de vagas em maternidades durante o trabalho de parto. “Imagine essas famílias pobres, que se preparam com enxoval, berço e tudo mais, e no final de tudo recebem, em vez de um bebê, dois caixões em casa. Isso é desumano”, disse.

Hosp. Walfredo Gurgel – Idoso dorme em colchão sem lençóis, à espera de atendimento no corredor do hospital (foto: Carlos Madeiro/UOL)

Vidal também afirmou que a superlotação nas maternidades está obrigando gestantes a darem a luz em locais inadequados. O médico publicou uma foto, pelo Twitter, mostrando uma gestante deitada em duas cadeiras por falta de leito. A imagem teria sido captada no último dia 16. “Quem aqui suportaria ou aceitaria ver a sua esposa humilhada e maltratada desta forma para dar a luz um filho seu? Dói muito”, escreveu o médico.

Hosp. Ruy Pereira, Natal/RN – Ieres Regina Costa (esq.) acompanha a mãe, que aguardava há dez dias por uma cirurgia. Ela deveria ter sido operada em até 48h, diz médico. (foto: Carlos Madeiro/UOL)

Para tentar ajudar os pacientes, ele e um grupo de pessoas em Natal criaram a Amico (Amigos do Coração da Criança), uma instituição fundada para ajudar crianças cardiopatas que não têm condições financeiras de se manter após se submeterem a cirurgias cardíacas. “São médicos, promotores de Justiça, advogados e outros profissionais que se sentem desconfortáveis com a situação das crianças cardiopatas carentes e resolveram ajudar porque sempre operávamos uma criança, numa cirurgia complicada, mas bem sucedida, e depois sabíamos da notícia de que aquele paciente havia morrido de desnutrição, de falta de assistência básica em casa por ser pobre.”

Hosp. Ruy Pereira, Natal/RN – Só existem duas cadeiras de banho para pacientes com problemas de locomoção. Em uma delas, o assento está afixado com cordões e fitas adesivas (foto: Carlos Madeiro/UOL)

Segundo o médico, a falta de atendimento em maternidades da capital gerou superlotação também na Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC). “Existe uma boa estrutura para atender as mães no local, dentro da capacidade que eles suportam. Como eles atendem mais que a capacidade, porque a rede é deficiente, há a superlotação e os problemas.”

UOL visitou o local no último dia 13, mas não conseguiu ter acesso às dependências da unidade. Porém, a acompanhante de uma mãe contou que ela foi obrigada a dar à luz em uma cadeira, no último dia 10.

“E não foi porque chegamos em cima da hora do parto: ela já esperava desde a manhã por uma vaga numa enfermaria ou sala de parto para ter o menino, mas não conseguiu. Graças a Deus eles estão bem, pois se dependessem do atendimento daqui estavam mortos”, disse a mulher, que pediu anonimato.

Hosp. Ruy Pereira, Natal/RN – Aparelho de ar-condicionado em uma das enfermarias está enferrujado e sem manutenção: proliferação de bactérias constante em um local que deveria ser higienizado (foto: Carlos Madeiro/UOL)

Segundo a acompanhante, mãe e filho ainda estavam internados porque o bebê “engoliu um pouco de líquido [amniótico] e ficou em observação”. “Nesses dois dias que estou aqui, observei que não foi só ela quem pariu em cima de uma cadeira. Outras mulheres –acho que umas quatro ou cinco– também ficaram na mesma situação constrangedora, com todo mundo olhando os nascimentos dos nenéns.”

No dia em que visitou o local, a reportagem tentou falar com o diretor da maternidade, Kléber Morais, mas foi informada que ele estaria viajando, sem prazo para retorno. O UOL também tentou falar com a diretora médica da unidade, Maria da Guia, mas foi informado que a obstetra não poderia atender porque estava ajudando nos partos que estavam sendo realizados no dia 13. Esta semana, a reportagem tentou novamente falar com o diretor da maternidade, mas foi informado que ele ainda estava viajando.

Demora na pediatria

Hosp. Sta Catarina, Natal/RN – Mofo e infiltração logo na entrada, mostram a falta de infraestrutura para acolher pacientes. Longa fila de espera para atendimento é agravada com a falta de profissionais.Direção médica afirma que o hospital está com a equipe desfalcada (foto: Aliny Gama/UOL)

No hospital pediátrico e maternidade Dr. José Bezerra, conhecido como hospital Santa Catarina, a demora no atendimento também é motivo de reclamação dos pacientes e acompanhantes. Na tarde do dia 12, mães que estavam à espera de atendimento pediátrico se mostraram revoltadas com a lentidão para entrar na fila de atendimento. Sueli Miranda, 35, era uma das dezenas de mães que estavam na fila da pediatria. Miranda relatou que esperou por duas horas na recepção do hospital para que as atendentes fizessem a ficha do filho dela, de um ano e dez meses.

“Elas só me chamaram porque viram que meu filho começou a vomitar. Tem de passar muito mal para ser atendido rápido. Só o trouxe porque já estava com quase 40ºC de febre. Ele dormiu durante tanta espera”, afirmou Miranda, destacando que já estava há uma hora e 40 minutos esperando atendimento.

Raiane Michele da Silva, 25, reclamou que a filha, com suspeita de pneumonia, teve de fazer o exame de raio-x em outro hospital. “Além da demora em fazer uma ficha, enfrentar a fila desse corredor, estou obrigada a esperar novamente para mostrar o exame ao médico. Chegamos perto de 12h e agora já são quase 16h e não resolvem nada?”, indagou.

Hosp. Santa Catarina, Natal/RN – Uma das enfermarias está interditada devido ao mofo. (foto: Aliny Gama / UOL)

A diretora médica do Santa Catarina, Lyenka Pinto, diz que a demora no atendimento ocorre por falta de profissionais para atender à alta demanda de pacientes. “Tem dia em que apenas um pediatra está de plantão. Na semana passada, uma médica passou mal porque não estava dando conta de tantos atendimentos e precisou suspender os trabalhos. Este mês a escala de médicos plantonistas de 24 e 12 horas só vai dar para chegar até o dia 25. Se não chegar reforço de novos pediatras, vamos chamar o sindicato para homologar a suspensão das atividades do hospital no setor de ambulatório”, explicou.

Investimentos

Segundo o “Plano de Enfrentamento dos Serviços e Urgência e Emergência do Rio Grande do Norte”, entre as principais medidas para enfrentar a crise na saúde estão a implantação de mais cem leitos, sendo 60 deles de imediato no Hospital Universitário. Outros 63 novos leitos de UTI devem ser criados em 180 dias.

NA CAIXA  – Aparelhos de raio-x que chegaram há dois anos ao Hosp. Santa Catarina continuam encaixotados. Equipamentos podem estar danificados devido a falta de uso (foto: Aliny Gama / UOL)

Haverá também um investimento de R$ 12 milhões para reforma e compra de equipamentos para os quatro principais hospitais de referência da região metropolitana de Natal. O prazo de conclusão das obras é de 60 dias. O Estado também promete reabastecer as unidades de saúde, que sofrem com a falta de medicamentos e insumos, em até seis meses.

VAQUINHA – Funcionários se cotizam todos os meses para pagar a conta de água do Hospital Santa Catarina, em Natal/RN (foto: Aliny Gama / UOL)

O repasse mensal aos hospitais da rede também terá um aporte de R$ 600 mil para tentar melhorar o atendimento.

Uma força-tarefa está programada para tentar zerar a fila de cirurgias ortopédicas em 60 dias.

No dia em que foi decretada calamidade pública na saúde do Estado, em 4 de julho, o secretário de Saúde do Rio Grande do Norte, Isaú Vilela, afirmou que o hospital Walfredo Gurgel tem capacidade para atender 288 pacientes por dia, mas estaria atendendo a uma média de 450 pessoas.

Segundo a governadora, Rosalba Ciarlini (DEM), praticamente todos os municípios do Estado têm gestão plena de recursos de saúde e devem fazer sua parte no processo. “O município recebe o recurso, mas não resolve as demandas e encaminha para os hospitais de outras redes. Acaba se pagando duas vezes para que a pessoa tenha o atendimento necessário”, afirmou.

Rodovia Estadual é apelidada de “tábua de pirulitos”

Deu na coluna de Roberto Guedes, no Novo Jornal desta quarta, 18:

Buraqueira
Usuários da rodovia estadual entre João Câmara e Touros não perdoam a governadora Rosalba Ciarlini pelo abandono que impôs à rodovia, sonegando-lhe um mínimo de manutenção. Considerando-a uma tábua de pirulitos, dizem que o pior trecho é o mais próximo a João Câmara. Muito usada por carretas pesadas atraídas pelos investimentos na implantação de geradores de energia eólica, a parte que demanda a Riacho Seco é a mais estragada.

 

A publicação original está disponível somente para assinantes na versão impressa: www.novojornal.jor.br

Rodovia Estadual é apelidada de "tábua de pirulitos"

Deu na coluna de Roberto Guedes, no Novo Jornal desta quarta, 18:

Buraqueira
Usuários da rodovia estadual entre João Câmara e Touros não perdoam a governadora Rosalba Ciarlini pelo abandono que impôs à rodovia, sonegando-lhe um mínimo de manutenção. Considerando-a uma tábua de pirulitos, dizem que o pior trecho é o mais próximo a João Câmara. Muito usada por carretas pesadas atraídas pelos investimentos na implantação de geradores de energia eólica, a parte que demanda a Riacho Seco é a mais estragada.

 

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Orçamento do Natalense é o mais comprometido com dívidas

Publicado na Tribuna do Norte, caderno Economia:

O natalense foi o que mais comprometeu a renda com pagamento de dívidas no país em 2011, segundo a Radiografia do Endividamento das Famílias das Capitais Brasileiras, divulgada ontem pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo (Fecomércio/SP). A taxa de comprometimento de renda na capital potiguar avançou mais de dois pontos porcentuais, entre 2010 e 2011, passando de 36,47% para 38,8%. No país, a taxa ficou em torno de 29,4%. De acordo com economistas mais conservadores, o índice não poderia ser superior a um terço da renda das famílias, ou seja, 33,33%.

A capital potiguar também registrou alta na taxa de endividamento, no valor da dívida por famílias e no valor total da dívida das famílias, que subiu 22,3%, passando de R$ 212 milhões para R$ 249 milhões, no período. O número de famílias endividadas também subiu em Natal, passando de 153.047, em 2010, para 172. 857, em 2011 – um incremento de 12,9%, a segunda maior alta no Nordeste. Para Júlia Ximenes, economista e analista técnica da Fecomércio/SP, a taxa de endividamento continuará subindo, de forma ‘saudável’, em todo o país.

Um estudo divulgado no início do mês pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene) – vinculado ao Banco do Nordeste (BNB) – e pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Norte (FCDL/RN) mostrou que os índices de consumidores endividados, com dívidas atrasadas, e de comprometimento da renda familiar em Natal atingiram a maior alta do ano em maio de 2012. Entre janeiro e maio, o percentual de consumidores que possuíam dívidas vencidas e não pagas na data do vencimento havia avançado 2,2% em Natal.

Vários fatores estariam por trás do avanço do endividamento no país, segundo Júlia Ximenes, da Fecomércio/SP. Crescimento do número de pessoas empregadas e aumento da capacidade de pagamento seriam alguns deles. Para William Pereira, doutor em Ciências Sociais, professor do departamento de Economia e coordenador do Grupo de Estudos e Pesquisas em Espaço, Trabalho, Inovação e Sustentabilidade da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), perfil dos consumidores e  características das economias locais também ajudariam a explicar os números. “Quanto mais ativa a economia, menor o volume de dívidas atrasadas”, afirma.

Para William,  os dados revelados pela pesquisa não chegam a preocupar. “O natalense está conseguindo pagar as dívidas”, observa. Segundo o estudo, o número de famílias com dívidas em atraso caiu 16% em Natal, entre 2010 e 2011 – queda muito mais acentuada do que a observada no país (-8,1%). Um bom sinal, para o professor. Ximenes concorda. Endividamento maior nem sempre significa inadimplência maior, afirma. A economista acredita que a taxa de inadimplência deve fechar o ano no mesmo patamar que no ano anterior ou com um leve recuo. William segue a mesma linha. “Acredito que encerraremos o ano com uma taxa entre 6 e 8% para pessoa física”. A redução das taxas de juros, segundo ele, favorece o pagamento dos débitos. “O cenário como um  todo é positivo”, encerra Júlia Ximenes, analista técnica da Fecomércio/SP.

A região Nordeste foi a única onde houve redução do número de famílias endividadas entre 2010 e 2011. Ainda assim, a Região abriga as capitais com os maiores níveis de inadimplência e maior parcela de renda comprometida com o pagamento das dívidas do país.

Efeitos no mercado são sentidos em curto prazo

Para William Pereira, doutor em Ciências Sociais, professor do departamento de Economia e coordenador do Grupo de Estudos e Pesquisas em Espaço, Trabalho, Inovação e Sustentabilidade da UFRN, os efeitos do endividamento são sentidos a curto prazo. “As pessoas reduzem o consumo e só voltam a comprar mais quando pagam as dívidas”. Esse comportamento, segundo ele, é o que estaria por trás do avanço do comprometimento da renda com dívidas e da queda no número de famílias com dívidas em atraso, em Natal.

O comércio local já sente os efeitos do avanço do endividamento. Nos supermercados, as vendas que deveriam subir entre 4% e 5% em junho, em relação ao mesmo período do ano passado, permaneceram estagnadas, segundo dados da Associação dos Supermercados no Rio Grande do Norte (Assurn).

Pesquisa recém-divulgada pela Serasa Experian já havia revelado tendência de estabilização das vendas dos supermercados em 2011. A explicação é simples. Com o crescimento dos níveis de endividamento, a demanda se retrai, porque uma proporção maior de consumidores perde sua capacidade de compra.

A Proteste (Associação dos Consumidores) orienta ao consumidor pagar à vista, com desconto; controlar o cartão de crédito; substituir empréstimos por outros com juros menores e não usar o limite do cheque especial, para manter as contas no azul.

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