Category Archives: Em Pauta

Agentes penitenciários realizam paralisação em todo o RN

Os agentes penitenciários realizam nesta quarta-feira (20) uma paralisação de 24 horas em todas as unidades prisionais do Rio Grande do Norte, conforme havia sido deliberado pela categoria, em reunião realizada no último dia 11. Além da paralisação, os agentes promovem um ato público em frente ao prédio do Centro Administrativo na manhã de hoje. Apenas os serviços básicos e de urgências serão mantidos em funcionamento.

Foto: Beatriz Bley/Diário do Nordeste

Foto: Beatriz Bley/Diário do Nordeste

 

A categoria reivindica uma resposta oficial do Governo do Estado referente ao projeto de valorização dos agentes penitenciários, pontuado conforme o Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações. No entanto, mesmo o projeto estando pronto desde o ano passado, até a terça-feira (19), a equipe do Governo não sinalizou a data de envio da proposta dos agentes para a Assembleia Legislativa.

Servidores da Justiça potiguar suspendem greve

A greve do servidores do Tribunal de Justiça do RN (TJRN), deflagrada no dia 17 de março, chegou ao fim.  o presidente em exercício da Corte, desembargador Amílcar Maia, informou que recebeu na manhã de hoje (20), um ofício emitido pelo Sindicato dos Servidores do Judiciário do Estado do Rio Grande do Norte (Sisjern) onde a entidade comunica a suspensão temporária do estado de greve.

Foto: Alberto Leandro

Foto: Alberto Leandro

O sindicato informou ainda que a ata da assembleia onde foi decidida a suspensão do movimento grevista, ocorrida na sexta-feira (15), está sendo elaborada e deverá ser enviada ao desembargador Glauber Rêgo, relator do processo que trata da paralisação.

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População natalense recebe orientações sobre nova doença já confirmada no RN

Manchas na pele, coceira, olhos avermelhados, febre baixa e dor de cabeça. Esses são os principais sintomas da mais nova doença que o Aedes Aegypti passou a transmitir no Brasil: zika.  Segundo informado pelas autoridades em saúde pública, a doença é considerada de evolução benigna e autolimitada, ou seja, o próprio organismo humano é capaz de vencê-la e que raramente causa mortes.

Até agora, Rio Grande do Norte e Bahia são os únicos Estados da federação com casos confirmados. São 16 pacientes com zika, oito em cada Estado.  De acordo com o Ministério da Saúde, apenas 18% das pessoas infectadas apresentarão as manifestações clínicas. Os sintomas duram, em média,  quatro dias.

Assim como chikungunya e dengue, o tratamento da zika é sintomática e feito com paracetamol, desde recomendado por um médico.  (Foto: noticias.band.uol.com.br)

Assim como chikungunya e dengue, o tratamento da zika é sintomática e feito com paracetamol, desde recomendado por um médico. (Foto: noticias.band.uol.com.br)

 

Por se tratar de uma doença nova, o Ministério da Saúde está trabalhando, junto aos estados e municípios afetados, na estruturação de procedimentos de vigilância epidemiológica direcionada ao Zika Vírus. A Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS), divulgou uma nota de esclarecimento com as principais dúvidas sobre a nova doença, confira:

1. O que é a febre por Vírus Zika?

É uma doença viral autolimitada, via de regra, de evolução benigna, caracterizada pelo quadro clínico de febre, hiperemia conjuntival não pruriginosa e não purulenta, artralgia e exantema maculo-papular.

2. Como é transmitida?

A principal via de transmissão é vetorial, por meio da picada de mosquitos Aedes aegypti e após um período de incubação (período entre a picada do mosquito e o início de sintomas) de cerca de aproximadamente 4 dias, o paciente poderá iniciar os primeiros sinais e sintomas.

3. Quais são os principais sinais e sintomas?

A febre pelo vírus Zika é uma doença pouco conhecida e sua descrição está embasada em um número limitado de relatos de casos e investigações de surtos.

Com base nessas publicações, os sinais e sintomas incluem exantema maculopapular de início agudo (erupção cutânea com pontos brancos ou vermelhos) e pode ser acompanhado de febre, hiperemia conjuntival não purulenta e sem prurido, artralgia ou artrite, mialgia, cefaleia e dor nas costas.

4. Qual o prognóstico?

Segundo os relatos disponíveis, não há registro de óbitos por esta doença. A doença é considerada benigna e autolimitada, com os sinais e sintomas durando, em geral, de 2 a 7 dias.

5. Há tratamento ou vacina contra o Zika vírus?

O tratamento é sintomático e baseado no uso de acetaminofeno (paracetamol) para febre e dor, conforme orientação médica. Orienta-se procurar o serviço de saúde para orientação adequada.

6. Quais as medidas de prevenção e controle?

As medidas de prevenção e controle são semelhantes às da dengue e chikungunya. Dessa forma, o controle está centrado na redução da densidade vetorial, como por exemplo, mantendo o domicílio sempre limpo, eliminando os possíveis criadouros.

 

Jean-Paul Prates sobre eólicas: “A proposta é dividir meio a meio o ICMS”

O Rio Grande do Norte já produz mais energia do que precisa. Boa parte disso se deve a à força do vento. Mas, segundo  o presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne) e do Sindicato das Empresas de Setor Energético do Rio Grande do Norte (Seern), Jean-Paul Prates, ainda é possível expandir o potencial de produção potiguar em até 10 vezes. Isso poderia ocorrer, segundo ele, mesmo com a intenção do governo Estadual de fazer, por exemplo, um pré-zoneamento de áreas determinadas para a exploração da energia eólica.

Nesta entrevista, Prates aborda esse assunto e também fala sobre um projeto que quer aumentar a arrecadação de Estados produtores de energia – como é o caso do RN – por meio do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).  O projeto de lei, proposto ao mandato da senadora Fátima Bezerra, de quem ele é suplente, quer dividir meio a meio o imposto entre os estados que geram e os que recebem a energia. Hoje, apenas os estados “destinatários” são beneficiados com essa arrecadação.

O presidente do Sindicato das Empresas do Setor Energético traça panorama da atividade e explica projeto que beneficiaria estados como o RN. (Foto: Junior Santos)

O presidente do Sindicato das Empresas do Setor Energético traça panorama da atividade e explica projeto que beneficiaria estados como o RN. (Foto: Junior Santos)

Qual o panorama do Rio Grande do Norte no setor eólico?
A gente hoje já superou os 2 gigawatts de produção em 77 parques eólicos. É o primeiro Estado brasileiro a romper essa barreira. Mas já estamos além disso. É mais que a produção da América Latina inteira. No total, temos 2,5 giga de produção de energias renováveis.

Desse total, quanto se consome no Estado ?

Para suprir a demanda energética do Estado, se necessitaria hoje de  cerca de 700 megawatts de capacidade instalada. Nós já estamos folgadamente exportando energia. Os parques eólicos só trabalham 50% do tempo. Mesmo assim, você teria um 1 giga de folga. A capacidade instalada não é necessariamente o que você produz. Às vezes você tem oscilações.

Essa energia é exportada de fato. Existem condições para isso?

Sim, existe. Esses dois 2 gigawatts estão operando. Aquele processo todo que se faltava linha de transmissão já está superado. As linhas estão funcionando e os parques estão conectados. O que temos agora é a construção de novas linhas de transmissão para outros parques eólicos de leilões mais recentes. Hoje toda essa energia que falei está gerando e sendo exportada.

Quais estados recebem essa energia?

Esse é um sistema nacional interligado. É muito difícil você dizer, mas o natural é que vá para os Estados mais próximos. Então você tem Paulo Afonso na Bahia, exportando para o Nordeste. Tucuruí, que manda um pouco de energia via Maranhão e Piauí, e agora Rio Grande do Norte e Ceará despachando energia eólica na mão inversa.

Se o Rio Grande do Norte produz mais energia do que necessita, porque na tarifa de energia elétrica é cobrada a bandeira vermelha?

As tarifas de energia elétrica não são regionalizadas nem estadualizadas. Se você fizesse isso seria duas vezes equivocado: estaria infringindo o princípio constitucional da igualdade desse tipo de matriz. Você não pode ter um combustível muito mais caro no Acre do que no Rio de Janeiro, se acentuaria as desigualdades regionais. Não é porque você produz a eólica que você vai ter seu próprio sistema de energia e fechar em si mesmo. O país é grande e é uma federação. Na verdade, caso não houvesse as eólicas e não tivesse havido os leilões reversos, que forçam os preços irem para baixo, você teria uma situação muito pior que a bandeira vermelha. A realidade do sistema hidráulico nacional é muito ruim e depende das intempéries. Mais de 70% do país depende de hidrelétricas. A nossa eólica faz diferença, mas ainda não a ponto de arrefecer a dependência da hidrelétrica.

O Rio Grande do Norte tem potencial para expandir ainda mais a matriz eólica?

Uma das propostas que estamos convergindo com o governo do Estado é do tal pré-zoneamento das áreas. De fato, o Rio Grande do Norte tem o potencial de 8 ou dez vezes mais do que os megawatts que a gente tem hoje para ser desenvolvido nos próximos 20 anos. Ninguém aqui é inescrupuloso a ponto de dizer que vamos colocar um aerogerador em cada esquina. Há limitações de caráter paisagístico, logístico, de preservação de áreas para turismo e gestão ambiental. Queremos tratar esse pré-zoneamento com o governo. A única coisa desagradável desse processo é quando você permite a coisa e depois puxa o tapete. A primeira coisa que a gente quer garantir é segurança jurídica para os projetos que já estão instalados, operando. Em relação ao novos e futuros, o pré-zoneamento é bem-vindo para que a gente saiba o que pode e o que não pode.

Por que a energia eólica se desenvolver mais que a solar aqui no Rio Grande do Norte?

O motivo principal é que a tecnologia para eólica em grande escala se desenvolveu mais rápido.  Na solar, você tem que colocar muitos painéis para produzir que um aerogerador faz. Há um outro capítulo que é a microgeração, esse sim que a solar ganha de todo mundo. É na sua casa, na sua fazenda, no seu negócio, no seu edifício. Quando você compara a tarifa da energia que chega a minha casa versus tarifa solar num sistema próprio,  aí compensa. Mas quando você leva a solar para um leilão para competir com a geração de eólica, biomassa, hidrelétricas de pequeno porte nem com gás, ela perde.

A crise teve impacto sobre o setor eólico no Rio Grande do Norte?

Teve um impacto positivo. O fato de a gente ter entrada 2 gigawatts aqui, algo próximo disso na Bahia, Piauí e Ceará fez com que o Nordeste que era uma região altamente demandante de energia, com um crescimento regional mais acelerado que o Brasil, saísse daquela posição de desafio: “poxa, não posso crescer porque não tenho energia”. E passou a ajudar o sistema nacional através de energia eólica e da solar também futuramente.

Mas especificamente este ano, o crescimento do setor foi comprometido ou se tem uma projeção disso?

Até agora não. A gente vai ter um termômetro correto disso agora em julho quando o governo federal fizer o leilão A – 5 que vai envolver todas as fontes energéticas. Mas aparentemente não houve comprometimento, porque o Rio Grande do Norte é o primeiro lugar em projetos habilitados (candidatos) e o Nordeste é a maioria, na sua maior parte projetos eólicos e solares. Apesar da intempérie da seca, do problema tarifário e de uma situação circunstancialmente mais delicada, se tem um ambiente de investimentos com regras claras e bem proveitoso.

Recentemente foi sugerida a aplicação do sistema de royalties para o setor eólico. Qual o posicionamento do senhor sobre isso?

Colocar royalties sobre o vento vai de encontro de dois princípios básico dos royalties: um é que royalty é sempre sobre receita bruta. Portanto, seria um imposto altamente regressivo ao investimento de eólica que se viabilizou há pouco mais de cinco anos. Qualquer coisa sobre receita bruta não leva em conta a lucratividade do projeto. O royalty se aplica a recursos naturais não renováveis, porque ele é uma compensação econômica para as gerações futuras, já que elas não verão mais o recurso natural que está sendo usado. Então, não se aplica ao caso do vento. Mas as empresas de energia do Estado estão abertas ao diálogo da tributação. Existe uma discussão na tributação do ICMS da energia com o fato de não beneficiar o estado originário, e sim o consumidor. Essa inversão só existe para o petróleo e energia, o que ao nosso ver é um contra-senso hoje. Um sujeito que acende a luz em São Paulo está ajudando a arrecadação do seu próprio Estado. É um incentivo ao consumo. O Estado originário contribui com suas pessoas, com seu meio ambiente para a geração daquela energia e acaba não acontecendo nada.

O senhor está elaborando projeto de lei em parceria com a senadora Fátima Bezerra sobre essa questão. Como está o andamento dele ?

O projeto de lei que estamos propondo ao mandato de Fátima Bezerra, dentro da minha atuação como suplente, é no sentido de dividir meio a meio o ICMS. Na verdade, isso compensaria o royalty. A gente já deu entrada no projeto na consultoria do Senado, que faz a análise da pertinência da lei. A gente fez uma ementa e uma justificativa. O próximo passo é a consultoria devolver com um parecer se faz sentido. Pode ser uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) ou um Projeto de Lei (PL).

O governo Federal tem a intenção de modificar as regras do ICMS para acabar com a “guerra fiscal” entre os Estados. Isso pode deixar esse projeto um pouco de lado?

Pelo contrário. Acho que ele até ajudaria nessa discussão. Tem alguns estados que nem passavam perto de serem produtores de energia, hoje estarão do outro lado da balança, como Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte.

Quanto o setor eólico investe anualmente no Rio Grande do Norte?

Não fazemos esse cálculo anual. De 2008 pra cá, 10 bilhões foram investidos nos parques eólicos.  Os investimentos em eólica deixam pelo menos 1/3 em compras locais no Estado. Sobre as compras locais incidem impostos diretos e indiretos. Dos 10 bilhões que o setor eólico investiu no Rio Grande do Norte em forma de equipamentos, pelos menos, 3,3 bilhões foram injetados na nossa economia.

Recentemente foi criado o Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte. Qual a diferença entre o Centro de Estratégia, Recursos Naturais e Energia (Cerne) e o Sindicato?

O Cerne, que se configurou no formato “think tank”, um centro de estratégia, quando houve a extinção da Secretaria de Energia em abril de 2010. O objetivo é discutir analisar e ajudar a implementar estratégias de governo e estratégias privadas, ou os dois juntos, para manter conquistas no entorno desses setores. Ele tem um foco no Nordeste setentrional. O sindicato é para representar os interesses das empresas de energia que atuam no Rio Grande do Norte. Como não havia uma escala de empreendedores nisso, não havia sequer um consenso de se criar um sindicato. São mais de 30 grupos atuando por meio de suas subsidiárias.

RN terá novos voos diretos no 2º semestre

A Secretaria Estadual de Turismo anunciou a atração de um voo “charter” semanal entre o Rio Grande do Norte e a cidade de Milão, na Itália, a  partir do segundo semestre deste ano. O voo será operado pela Linea Aerea Meridiana Fly e, segundo informa o site da empresa, terá início no dia 15 de setembro. As passagens já estão à venda para voos nessa data a partir do aeroporto de São Gonçalo do Amarante, no RN, e com saída também do aeroporto Malpensa, em Milão.

 

Em comunicado enviado à imprensa,  governador Robinson Faria afirmou que o voo “é uma nova opção de conexão direta de Natal com a Europa, o que só vinha sendo possível com o desembarque em Lisboa”. A atividade vai injetar mais de R$ 7 milhões na economia do estado.

Foto: ultradownloads.com.br

Foto: ultradownloads.com.br

Desde o início de 2015, o RN soma quatro voos novos com início ainda para este ano: Campinas (SP)-Natal, Belo Horizonte (MG)-Natal, Buenos Aires (ARG)-Natal e, agora, Milão (ITA)-Natal. Há ainda a expectativa para outros voos internacionais diretos, partindo de Natal: Santiago (Chile), Bogotá (Colômbia), Estocolmo (Suécia), Frankfurt (Alemanha) e ainda para Roma, também na Itália, de acordo com a secretaria estadual de turismo.

O voo direto para Buenos Aires, que será operado pela GOL Linhas Aéreas, tem início previsto em 4 de julho. Esse voo foi o primeiro pedido  oficial entre as companhias aéreas após o governo estadual reduzir a alíquota do imposto sobre circulação de mercadorias e serviços (ICMS) para querosene de aviação.

 

Relatório registra queda no número de crimes violentos no RN

O número de crimes cometidos no Rio Grande do Norte caiu nos primeiros quatro meses do ano. Os dados são do  Relatório Info-Estatístico Analítico de Ocorrências e Ações, apresentado ontem (13) pela Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminal (Coine) na reunião da Câmara Técnica de Mapeamento dos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI). O documento também mostrou que houve queda no número de roubos, lesões corporais e homicídios no estado.

Rio Grande do Norte reduz crimes em mais de 12%. (Foto: divulgação/ciosp)

Rio Grande do Norte reduz crimes em mais de 12%. (Foto: divulgação/ciosp)

De acordo com o trabalho, no primeiro quadrimestre de 2015 foram 790 roubos a menos, se comparado ao mesmo período de 2014, o que representa um percentual de 14,98%. Os casos de lesões corporais caíram 8,73%, enquanto os registros de homicídios foram 10,47% menores, ou seja, 57 casos de crimes violentos a menos.

Em abril desse ano, foram registrados 117 crimes violentos no estado, o que corresponde a uma redução de 23,03% se comparado com o mesmo mês do ano passado, quando houve 152 crimes.

Foto: visaonacional.com.br

Foto: visaonacional.com.br

O relatório conclui afirmando que as ações integradas da Polícia Militar, Polícia Civil e comunidade foram determinantes para a considerável redução no número de roubos no primeiro quadrimestre, se comparado com o mesmo período do ano passado.

Inadimplência atinge altos índices no RN

As dívidas financeiras atingem uma parcela de 50,2% dos potiguares só nos primeiros quatro meses do ano. Em outras palavras, para cada 10 pessoas incluídas no cadastro de restrição do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), apenas cinco conseguem quitar as dívidas e limpar o nome. O percentual é o pior registrado no Estado em cinco anos.

Atualmente, o saldo de restrição de crédito mostra que as mulheres estão entre as mais endividadas, mas os números da inadimplência revelam dívidas de pequeno porte, a maioria com valor que não ultrapassa a casa dos R$ 50, ou seja, de fácil quitação.

Foto: internet

Foto: internet

Diante desse cenário, a Câmara dos Dirigentes Lojistas da capital potiguar (CDL/Natal), entidade detentora da licença de operação do SPC no RN, acredita que esses números poderão ser revertidos com alguma tranquilidade. De acordo com Augusto Vaz, presidente da instituição, a atual situação econômica que o Brasil está passando, aliado à inflação em alta, causa forte impacto na renda do consumidor, que acaba ficando sem condições de honrar os compromissos, uma vez que os salários permanecem estagnados.

A última pesquisa realizada pelo Serasa que detalha a situação dos consumidores potiguares foi publicado em novembro de 2014. No estudo, que apresenta uma análise sobre as regiões e as capitais, Natal aparece como a penúltima na lista de populações devedoras (27,7% do total), à frente apenas de João Pessoa, que registrou 27,3%. A cidade mais endividada da região nordeste foi a capital maranhense, São Luís, onde 36% da população tem o crédito restrito.

“Paredões de som” estão na mira da Polícia Militar

Diversão para alguns, sofrimento para outros. Os popularmente conhecidos “paredões de som” são alvos de polêmicas entre adeptos e críticos. Agora, esse tipo de equipamento está na mira da fiscalização dos órgãos competentes.  A Companhia Independente de Proteção Ambiental (Cipam), órgão da Polícia Militar, apreendeu três “paredões de som” neste fim de semana em Natal, Macaíba e São José de Mipibu cometendo crime de poluição sonora. As apreensões só foram possíveis através de denúncias.

Durante as abordagens, os donos dos equipamentos e o material foram apreendidos e levados para as Delegacias da Polícia Civil. O condutor do veículo que possui equipamento de som potente e que esteja infringindo as lei ambientais pode ser preso ou pagar uma fiança estabelecida pelo delegado, segundo informou a Cipam.

Um dos paredões apreendidos pela Polícia Militar (Foto: Assessoria Sesed/Cedida)

Um dos paredões apreendidos pela Polícia Militar (Foto: Assessoria Sesed/Cedida)

“Infelizmente, existem algumas pessoas que acham importante ter um carro com aparelho de som bem potente e usam no volume máximo. Eles não pensam no bem estar dos vizinhos”, reclama a dona de casa Verônica Costa. Ela já denunciou por duas vezes o vizinho da rua onde mora, ele abusava do som alto durante festas familiares até noite adentro. “Quando o diálogo não resolve, a única maneira é denunciar aos órgãos responsáveis.”, explicou.

As denúncias sobre poluição sonora devem ser feitas pelo número 190,  telefone do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOSP). A demanda é repassada para a central da Cipam.

 

 

 

Taxa de desemprego no Rio Grande do Norte é a maior do Brasil

Dados apresentados ontem (07) pelo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelaram que o Rio Grande do Norte tem hoje a maior taxa de desemprego de todo o Brasil. Nos três primeiros meses do ano, cerca de 11,5% dos potiguares ficaram de fora do mercado de trabalho. Os dados, coletados pela Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílio (PNAD), mostram que os números aqui no estado são superiores à média nacional, que é de 7,9%.

Aldemir Freire, do IBGE, apresentou os dados ruins para a economia do Estado, mas destacou importância dessas informações para planejamento de ações. (Foto: Argemiro Lima)

Aldemir Freire, do IBGE, apresentou os dados ruins para a economia do Estado, mas destacou importância dessas informações para planejamento de ações. (Foto: Argemiro Lima)

A pesquisa foi iniciada em janeiro de 2012 mas os primeiros resultados só foram revelados agora. De acordo com a análise da pesquisa, o índice de pessoas desempregadas no RN é um dos maiores de todo o país desde que a pesquisa começou a ser feita, com números sempre na casa dos dois dígitos. Nos últimos três anos, a média foi de 11% de desocupação.

Foto: www.cdlcascavel.com.b

Foto: www.cdlcascavel.com.b

Os dados mostram que, atualmente, cerca de 175 mil potiguares não tem emprego. Os números se referem aos representantes da população economicamente ativa, ou seja, acima dos 14 anos de idade. A pesquisa aponta que 9,9% dos entrevistados revelaram ter alguma incapacidade física, mental ou doença permanente que os impedia de ter alguma ocupação. Além disso, outros 4,3% afirmaram não querer trabalhar. É a parcela que mais cresce entre os entrevistados, que dobraram em relação ao ano passado.

 

Natal ganha aplicativo de fiscalização para colaborar com a prefeitura

A Prefeitura de Natal aderiu ao Colab.re, uma rede social interativa onde a população pode reclamar, tirar dúvidas e sugerir soluções para os problemas da cidade. Com isso, o cidadão tem o poder de informar a respeito dos problemas que afetam a vida da cidade e receber resposta imediata do encaminhamento feito ao órgão responsável. O nome vem de “colaborar”. Hoje, o aplicativo conta mais de 100 mil usuários no Brasil, sendo operado em 70 cidades que aderiram oficialmente à plataforma por meio de suas prefeituras.

A utilização da plataforma é simples e fácil. O usuário baixa o aplicativo, cria a sua conta e já pode utilizar o sistema. Qualquer pessoa pode registrar o problema da cidade onde mora com uma foto, posta na rede social e, então, a Prefeitura do Natal, através da Ouvidoria Geral do Município e da Secretaria Municipal de Comunicação, recebe a demanda. Se a solicitação for de responsabilidade da gestão municipal, o problema é repassado para o órgão responsável e uma resposta é enviada para o usuário que fez a reclamação.

Exemplo de funcionamento do aplicativo para smartphones IOS. Ferramenta também está disponível para aparelhos com sistema Android. (Foto: www.manualdousuario.net)

Exemplo de funcionamento do aplicativo para smartphones IOS. Ferramenta também está disponível para aparelhos com sistema Android. (Foto: www.manualdousuario.net)

Com a adesão oficial da Prefeitura ao aplicativo, um relatório mensal com todas as marcações envolvendo a administração municipal será repassado para que a gestão planeje suas ações e solucione de uma forma mais ágil os problemas nas mais diversas comunidades da capital potiguar. A idéia do Colab.re é estruturar as informações que chegam à Prefeitura para que o órgão fiscalize, proponha projetos ou soluções. É obrigatório enviar foto e endereço junto.

“Acredito que o aplicativo irá ajudar muito a alertar os órgãos públicos municipais sobre os problemas que existem em nossa cidade. Espero que a Prefeitura realmente utilize essa ferramenta como forma de melhorar os serviços prestados à população”, diz a estudante de enfermagem Gabriela Almeida. “É uma chance que temos de fiscalizar o trabalho da gestão municipal”, afirma a assistente social Juliana Oliveira.

Reunião entre Prefeitura de Natal e fundadores do Colab.re fecha parceria para adesão ao aplicativo. (Foto: Assessoria/Secom)

Reunião entre Prefeitura de Natal e fundadores do Colab.re fecha parceria para adesão ao aplicativo. (Foto: Alex Regis)

Segundo informações divulgadas pela Prefeitura, uma equipe com três servidores já foi treinada para operar o perfil no aplicativo para atender as solicitações dos usuários no menor tempo possível. O Colab.re está disponível para os sistemas Android e IOS.

 

 

 

Alerta: RN possui 67 cidades com incidência alta de dengue

A dengue ainda é uma enfermidade que assola parte dos municípios do Rio Grande do Norte. Das 167 cidades no estado,  67 apresentam alta incidência de dengue. Os dados foram divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap). Os números foram coletados até o dia 2 de maio. De acordo com a Sesap, 28 municípios estão com média incidência, 49 com baixa e 23 apresentaram incidência silenciosa.

Ao todo, foram notificados 15.122 casos suspeitos de dengue no estado, o que representa um aumento de 272,19% em comparação ao mesmo período do ano passado. Do total de notificações, 1.724 casos foram confirmados.

Foto: hypescience.com

Foto: hypescience.com

Os cinco municípios que mais apresentaram notificações foram Natal (4.006), Parnamirim (915), Mossoró (621), Currais Novos (576) e Santa Cruz (492).

A Sesap orienta para que a população intensifique as medidas de prevenção, entre elas: não acumular lixo em locais inapropriados e manter a lixeira fechada, manter as caixas d’água e outros recipientes de armazenamento de água fechados; não deixar água acumulada sobre a laje ou calhas; colocar areia nos vasos das plantas, entre outras precauções. Além dessas medidas, a secretaria está trabalhando com operação UBV (carro fumacê) para diminuição da transmissão da dengue onde há epidemia.